Adotar um animal: uma boa ação para todos

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Animais nas ruas passam por muito sofrimento, transmitem doenças e geram poluição. Você pode mudar isso e ainda ganhar um novo melhor amigo

“Art. 6º

1. Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.

2. O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.”

O trecho acima foi extraído da Declaração Universal dos Direitos dos Animais, proclamada pela UNESCO em 1978 (veja aqui o documento na íntegra). Mesmo sendo um fato proibido por lei, muitos animais ainda são abandonados e passam por muitas dificuldades. Felizmente, existem entidades que tiram alguns desses animais das ruas e oferecem abrigo, comida e atendimento, mas é muito difícil criar tantos juntos. Por isso, eles precisam ser adotados. Assim, é possível dar espaço para que mais animais sejam resgatados.

Um dos motivos do por que adotar um animal de estimação é por animais sem lar, além de passarem por muito sofrimento, estão envolvidos em problemas sociais e ambientais. Eles acabam sendo foco de doenças, como a esporotricose, reviram o lixo e espalham a sujeira em busca de comida, fazem suas necessidades na rua, podem atacar pessoas quando se sentem ameaçados, passam frio e fome e correm sérios riscos de morte. Quem adota, literalmente salva a vida de um animalzinho.

É importante lembrar que a adoção deve ser feita de forma responsável. Você deverá:

  • Receber um animal castrado, vacinado, vermifugado, sociável e identificado com microchip. Assim, se o animal se perder, a pessoa que o encontrou pode levá-lo a uma clínica veterinária ou ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) para fazer a leitura do chip e encontrar o endereço do dono dele. O microchip é colocado sob a nuca do animal com uma injeção e não precisa de nenhum tipo de manutenção, garantindo a segurança de seu animal para sempre;
  • Preparar para ele um espaço adaptável ao seu crescimento (se o espaço que você tem para o animal é realmente limitado, prefira adotar um adulto, assim não há imprevistos);
  • Escolher bem qual tipo de animal vai querer, levando em conta o comportamento suas necessidades, não só a beleza.
  • Já ter planejado com quem vai deixar o animal quando for viajar;
  • Ter tempo para passear com ele. Não se esqueça de fazê-lo usar uma coleira com plaquinha de identificação;
  • E claro, lembrar-se que o animal vai viver por muitos anos e você é o responsável por ele.

A castração é fundamental para o controle populacional dos animais (se vierem filhotes inesperados, você pode até doar, mas não consegue garantir quais serão os cuidados - ou falta deles - que outras pessoas terão). A conscientização sobre o assunto vem ganhando força e todos devemos fazer nossa parte.

Observação: a injeção de anticoncepcional em cadelas e gatas não é recomendada, pois muitos estudos a associam ao desenvolvimento de câncer de mama e piometra. Também não é recomendado separar o casal quando pegar “no flagra”, porque pode causar sérias lesões: os cães possuem um osso peniano que pode se quebrar, além da estrutura conhecida como bulbo, que incha dentro da vagina da cadela e pode causar uma laceração nela se retirado bruscamente; gatos possuem espículas no pênis, que vão machucar a gata se a cópula for interrompida por alguém.


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