Pesquisa desenvolve mapa para conservação marinha

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Analista ambiental apresenta estudo com 161 habitats marinhos, 143 espécies e 24 fatores de impacto da ação humana para propor áreas prioritárias de preservação

recife de coral
Imagem de Marla Prusik no Unsplash

O programa Ambiente É o Meio desta semana conversa com o analista ambiental Rafael Almeida Magris, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), sobre um novo mapa para a conservação marinha no Brasil.

O assunto faz parte da pesquisa Avançando no planejamento de conservação para persistência: desenho de uma estratégia de conservação para os recifes de coral brasileiros, desenvolvida por Magris durante seu doutorado.

O estudo analisou 161 habitats marinhos, 143 espécies e 24 fatores de impactos da ação humana. Magris conta que foram identificados 286 mil quilômetros quadrados de áreas prioritárias para conservação dentro da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do mar brasileiro.

A pesquisa é a primeira no País a integrar todos os grupos taxonômicos para mapear as ameaças que afetam a biodiversidade e propor áreas que podem minimizar as consequências do impacto de atividades como pesca, transporte, atividade portuária e poluição de origem continental, como esgoto doméstico e despejo de fertilizantes na água.

A pesquisa classificou, em uma escala de prioridade, as regiões que apresentam menores impactos e as que não fazem parte das atividades de conservação de áreas protegidas, mas abrigam espécies que estão ameaçadas pela ação humana.

O pesquisador conta que as áreas de prioridade máxima estão concentradas na costa do Sudeste brasileiro, como o litoral do Rio de Janeiro e de São Paulo. Diz também que existem agrupamentos no extremo sul da Bahia, como o Banco dos Abrolhos, e também no litoral norte do Espírito Santo. Para ele, “a gente deveria ter um olhar especial, do ponto de vista de gestão dos recursos naturais e de manejo, seja através da criação de unidades de conservação ou mitigação de impacto nessas áreas, porque realmente elas chamam atenção”.

O estudo de Magris foi publicado em novembro deste ano na revista Diversity and Distributions e também rendeu matéria no Jornal da USP.



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