ONU Meio Ambiente e banco holandês investirão US$ 1 bilhão em agricultura sustentável

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Parceria foi formalizada no dia 17 de outubro, durante o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável

Agricultura sustentável

A ONU Meio Ambiente e o banco holandês Rabobank anunciaram, em 16 de outubro, uma parceria para investir um bilhão de dólares em projetos de agricultura sustentável. O programa de fomento concederá subvenções e crédito a clientes envolvidos na produção, processamento ou comércio de commodities agrícolas. Brasil e Indonésia serão os primeiros países a utilizar recursos da cooperação.

Para ter acesso aos fundos que serão disponibilizados pelo Rabobank, empresas deverão respeitar exigências de proteção e restauração florestal, bem como promover o envolvimento de agricultores familiares. A agricultura responde por cerca de um quarto do total anual de emissões de gases do efeito estufa, sendo o segundo mais responsável pelas mudanças climáticas.

A parceria da instituição financeira e da agência das Nações Unidas foi formalizada no dia 17 de outubro, durante o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, na cidade do México, onde o CEO do Rabobank, Wiebe Draijer, encontrou-se com o diretor regional da ONU Meio Ambiente para a América Latina e o Caribe, Leo Heileman. O Conselho convidou parceiros globais dos setores de produção primária, indústria alimentar e finanças a trabalhem juntos para promover o programa.

No Brasil, a coalização entre a ONU, o Rabobank e outros organismos se compromete a promover e a financiar — quando possível — práticas agrícolas que combinam lavoura-pecuária-floresta (iLPF). Ações se estenderão pelos 17 milhões de hectares de terras cultiváveis sob administração de proprietários financiados pelo Rabobank. Estratégia para o território brasileiro é parte de um estratégia conjunta do banco com a WWF.

Na Indonésia, entidades financiarão iniciativas de replantio em conjunto com empresas. Pacote de ações inclui medidas para a proteção e restauração de florestas e da biodiversidade, além de promover a certificação do olho de palma.

“Queremos que todo o setor de finanças mude seu crédito agrícola, afastando-se do desmatamento e (caminhando) em direção a paisagens integradas, que oferecem bons empregos, protegem a biodiversidade e são boas para o clima”, defendeu o diretor-executivo da ONU Meio Ambiente, Erik Solheim.

“O uso sustentável da terra e a restauração de paisagem são fundamentalmente investimentos sólidos e bons negócios. Precisamos acelerar essa tendência de modo que ela se torne o “novo normal” para a indústria financeira”, acrescentou o dirigente.

O CEO do Rabobank afirmou que, “enquanto líder mundial (no setor) de alimentação e agricultura, o banco reconhece sua responsabilidade em combinar a estabilidade a longo prazo da produção de alimentos para a crescente população global com a transição para o uso sustentável da terra”.

“Nossa meta é aumentar substancialmente a qualidade da terra atualmente arável, ao mesmo tempo em que protegemos a biodiversidade e reduzindo as mudanças climáticas em todo o mundo”, disse Draijer.



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