Como lidar com a obesidade infantil?

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A obesidade infantil vem aumentando de forma contundente nos últimos anos. Controlar a alimentação e as atividades físicas de seu filho desde pequeno é essencial para a futura saúde dele

Obesidade infantil

Segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) feito entre 2008 e 2009, o excesso de peso entre crianças de cinco a nove anos oscilou entre 25% e 30% nas regiões Norte e Nordeste; de 32% a 40% nas regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste; e em torno de 15% em todo o Brasil. De acordo com o Mapa da Obesidade, número de crianças obesas pode chegar a 75 milhões no mundo se nada for feito.

O que é?

Obesidade infantil é quando uma criança de até 12 anos está acima do peso ideal para sua idade e altura. O diagnóstico geralmente é feito baseado no índice de massa corporal (IMC) - algumas calculadoras ajudam os pais a terem uma noção. A obesidade em crianças pode afetar muito suas vidas, além de poder desencadear outros problemas de saúde, como diabetes, colesterol alto e hipertensão; portanto, quanto mais rápido isso for feito diagnóstico e iniciado o tratamento, melhor.

Causas

A obesidade infantil pode ter diversas causas, muitas vezes combinando mais de uma delas. Algumas são:
  • Fatores genéticos: muitas vezes pais obesos têm filhos com esse problema. Em outras situações, como geralmente pais e filhos têm a mesma rotina, o problema afeta a todos;
  • Má alimentação: uma alimentação com gordura, carboidratos, açúcar e sódio em excesso é um passo enorme para a obesidade;
  • Sedentarismo: falta de exercícios físicos também faz com que ganhemos peso, afinal não queimamos as calorias que consumimos;
  • Distúrbios hormonais: estes são casos mais específicos que devem ser tratados com especialistas.

Consequências

Crianças obesas podem ter a saúde muito comprometida, criando tendências a desenvolver problemas como diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol alto, alta taxa de triglicérides, etc. Essas complicações da obesidade pode proporcionar a crianças:
  • Problemas com ossos e articulações;
  • Dificuldade para respirar e cansaço ao praticar atividades físicas;.
  • Alterações no sono;
  • No caso de meninas, a menstruação pode chegar mais cedo causando amadurecimento prematuro, ciclos irregulares, etc.;
  • Problemas cardiovasculares;
  • Distúrbios hepáticos;
  • Desânimo, cansaço, depressão;
  • Ansiedade;
  • Baixa autoestima;
  • Transtornos alimentares (como anorexia e bulimia);
  • Problemas cutâneos (na pele);
  • Diabetes;
  • Obesidade na vida adulta.

Tratamento

A preocupação principal dos pais é saber como tratar a obesidade infantil. O tratamento deve ser feito com bastante cautela, pois além de complexo, os pacientes são crianças, o que exige ainda mais atenção e cuidado.

O tratamento deve ser feito com a ajuda de um especialista - pode ser pediatra, endocrinologista, nutrólogo ou nutricionista. O especialista vai conversar com os responsáveis e com a criança para entender melhor a rotina, os hábitos alimentares e outros detalhes para que se possa fazer um diagnóstico mais específico e passar um tratamento mais efetivo.

Há várias opções de tratamento para a obesidade infantil, dependendo do nível de excesso de peso (ou seja, da gravidade da doença). Muitas vezes crianças que estão só um pouco acima do peso são indicadas a fazerem apenas a manutenção, pois o crescimento da criança pode abaixar o índice de massa corporal sem que ela precise emagrecer de fato.

Já crianças com obesidade em nível mais alto, já instalada, com risco de desenvolverem outras doenças, devem perder peso - de forma saudável, claro. Essa perda de peso deve ser lenta e constante para que não prejudique a saúde da criança. Para isso, os métodos indicados são os mesmos que para um adulto, isso é: uma dieta saudável e uma rotina de exercícios.

Alimentação

É essencial que o consumo de açúcares e carboidratos simples seja reduzido. Para isso, trocar alimentos refinados por integrais, limitar o consumo de bebidas açucaradas e investir em frutas, verduras e legumes é muito importante. Outras medidas importantes a serem tomadas são: evitar fast-foods (leia mais sobre o perigo desse tipo de comida), bolachas, biscoitos, refeições prontas e comidas instantâneas.

Mudar a dieta do seu filho pode ser complicado, principalmente num primeiro momento, mas deve haver persistência e adoção de medidas que facilitarão esse processo. É preciso que você e toda sua família se engajem na mudança de hábitos, afinal, que credibilidade você terá ao mandar seu filho comer um brócolis se seu prato estiver cheio de batata frita?

Aprender a lidar com a “birra” que ele pode fazer também é muito útil. O recomendado é que você seja firme, converse com a criança e explique as vantagens daquele alimento. Não brigue ou force seu filho a comer nada, mas também não se renda e dê outro alimento (principalmente algum que não for saudável). Em último caso, guarde o alimento e ofereça novamente quando a criança estiver com fome.

Apresentar o mesmo alimento de diversas formas também pode te ajudar a convencer seu filho a comer verduras e vegetais. Por exemplo: se de cara seu filho não gostar da cenoura crua que ele vê na salada, você pode cozinhá-la e colocá-la no arroz ou em algum outro prato. Não fazer muito alarde quando for introduzir algum novo ingrediente na dieta da criança, apenas cozinhá-lo e colocá-lo na mesa enquanto todos comem juntos, também é uma dica que pode ser útil. Se os pais falam muito para seu filho que ele vai experimentar um novo cardápio podem acabar gerando uma expectativa em cima disso e dificultar a aceitação.

Prática de exercícios

A introdução à prática de exercícios deve ser feita da forma mais natural e progressiva possível, pois se for forçada pode assustar e traumatizar a criança, fazendo com que ela se afaste ainda mais desse tipo de atividade. Encontre atividades com que a criança possa se identificar, como andar de bicicleta ou caminhar ao ar livre, brincar em parques de diversão, etc. Fazer disso uma rotina familiar ou, em caso de adolescentes, chamar amigos do seu filho para participar são uma boa forma de incentivá-lo.

Se atente em não colocar muita pressão no seu filho e focar em tornar essa rotina de exercícios em algo prazeroso e divertido. Para isso também é ideal que você não incentive competições - todos devem participar, mas de forma igualitária em brincadeiras. Competições podem acabar desanimando a criança.

Como evitar?

As formas de prevenção da obesidade infantil são diversas, mas, em geral, todas consistem em uma alimentação regulada e uma rotina de exercícios equilibrada. Porém, estudos indicam que pode haver uma ligação entre o tempo de aleitamento materno e as tendências da criança se tornar obesa - quanto mais tempo a criança for amamentada, menos tendências de ser obesa ela terá. Marcar consultas regulares, pelo menos uma vez por ano, com endocrinologistas e nutricionistas te ajudarão a ter certeza se seu filho está saudável. Lembre-se, também, de ser um bom exemplo e cuidar da sua própria rotina de alimentação e exercícios e nunca usar alimentos (principalmente salgadinhos e doces) como moeda de troca.

Veja essa campanha que trata sobre o tema.



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