Estudos epidemiológicos de alimentos: a busca por uma alimentação mais saudável

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Saiba por que esses estudos podem ser tão importantes

Alimentos

O consumo de alimentos de origem vegetal tem crescido, principalmente devido à busca por uma alimentação mais saudável. Frutas e hortaliças, além de fornecerem componentes importantes para que o organismo desempenhe funções básicas, são fontes de compostos bioativos diretamente associados à prevenção de doenças. A menor incidência de doenças crônicas não transmissíveis, como o câncer e doenças cardiovasculares, em grupos de pessoas que consomem uma grande variedade de vegetais já é conhecida há mais de dois mil anos, mas estudos epidemiológicos só foram realizados a partir de 1930.

Estudos epidemiológicos

Os estudos epidemiológicos têm como objetivo evidenciar o papel de uma determinada substância para a saúde. Ou seja, são verificados quais os malefícios e benefícios da mesma. Após as constatações, ocorrem os estudos in vitro (ocorrem fora de sistemas vivos) e in vivo (ocorrem dentro de um organismo) para testar as hipóteses geradas. Por fim, a afirmação só será conclusiva quando houver comprovação baseada em estudos clínicos de intervenção rigorosamente controlados.

Um estudo epidemiológico muito conhecido é o da Dieta do Mediterrâneo - trata-se de um conjunto de hábitos alimentares tradicionais adotados por pessoas que habitam a região do Mediterrâneo (Europa meridional, norte da África e oeste da Ásia). A dieta é caracterizada por um elevado consumo de produtos de origem vegetal, de azeite e de peixe; pouca ingestão de carne vermelha; e moderado consumo de queijos e vinho. E tudo costuma ser bem fresco. Os alimentos citados são ricos em compostos antioxidantes, gorduras monoinsaturadas (protetoras contra doenças cardíacas), gorduras poliinsaturadas, ômega 3 e fitonutrientes (veja aqui outros compostos importantes e seus benefícios para a saúde).

Uma serie de estudos vêm sendo realizados com o objetivo de esmiuçar a composição química dos alimentos que têm relação direta tanto com a qualidade sensorial – cor, textura e sabor – quanto com os efeitos fisiológicos no organismo. Essas pesquisas também descobrem novos compostos e evidenciam os benefícios de compostos já associados à melhoria da saúde. Tais estudos fazem parte de duas das quatro subáreas dos Centros de Pesquisas, Inovação e Difusão (CEPIDs), apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estados de São Paulo (Fapesp).

Segundo Franco Maria Lajolo, há estudos epidemiológicos que associam o consumo de vegetais a um menor risco de desenvolver doenças, mas são raros os ensaios clínicos de intervenção, nos quais um alimento é dado ao paciente para verificar seu efeito na saúde e estudar os mecanismos envolvidos nessa ação biológica. Uma vez comprovado o efeito biológico in vivo, será possível aplicar o conhecimento de diferentes maneiras. Umas delas é selecionar variedades de plantas que produzam quantidades maiores do composto bioativo de interesse. Outra possibilidade é desenvolver processos tecnológicos para processar o alimento sem comprometer suas propriedades funcionais. Além disso, torna-se possível calcular o quanto é preciso ingerir de um determinado alimento para se obter o beneficio à saúde.

Apesar das pesquisas ainda não serem conclusivas sobre os benefícios do consumo de alimentos origem vegetal, está claro que uma dieta equilibrada e rica nesses produtos traz muitos benefícios, proporcionando maior bem-estar do individuo, dando mais disposição e energia, o que contribui para uma melhoria da qualidade de vida. Outro fator importante a ser desenvolvido é a conscientização quanto aos benefícios do consumo de frutas e hortaliças (principalmente as orgânicas), assim como de educação nutricional, desde a fase escolar, para que haja ainda mais a diminuição do consumo de alimentos com alta densidade energética e baixa densidade nutricional e aumento do consumo de alimentos mais nutritivos.



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