O que fazer com absorventes usados?

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Os absorventes podem agredir o meio ambiente desde a sua produção até o seu descarte. Mas há meios de minimizar o impacto ambiental

O absorvente íntimo foi um grande avanço no cuidado íntimo, em termos de praticidade. De acordo com o Museu da Menstruação e da Saúde Feminina, na Roma antiga,  chumaços de algodão eram colocados em vaginas para evitarem o vazamento de sangue. No entanto, a facilidade tem um preço, no caso, um preço ambiental.

De modo geral, de acordo com portaria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os absorventes são constituídos por uma capa de tela polimérica (que permite a passagem dos resíduos orgânicos), por uma capa de apoio estrutural feita de fibra longa de celulose e por um núcleo absorvente; este último é composto por polímeros plásticos, algodão e dentro dele está inserido o chamado gel absorvente, feito de poliacrilato de sódio, uma substância capaz de absorver uma quantidade muito grande de água. Além desses componentes, há também o gasto de energia, água, plástico e papel. Ou seja, a produção envolve também a derrubada de árvores e o uso de fontes não-renováveis, como o petróleo. 

Estima-se que a cada ciclo menstrual usa-se cerca de dez absorventes descartáveis, e de dez a 15 mil deles ao longo do ciclo menstrual completo (veja mais aqui).

Impactos

Os possíveis destinos finais para esse tipo de resíduo podem ser o aterro sanitário e a incineração. Porém, em aterros sanitários, os absorventes levam cerca de 500 anos para se decomporem. Já a queima gera gases tóxicos, liberando dioxina, cloro (utilizado para branqueamento), entre outras substâncias potencialmente danosas para o meio ambiente.

Além desses problemas, os absorventes descartáveis de uso externo podem também causar complicações de saúde, já que eles contêm substâncias químicas nocivas. O ftalato, por exemplo, responsável pela fragrância agradável, é associado a problemas hormonais e reprodutivos; o poliacrilato de sódio é apontado como causador de danos relacionados a infecções cutâneas.

Reciclagem

Atualmente, a maior parte dos absorventes descartáveis, assim como produtos correlatos (fraldas geriátricas e de bebês), acabam indo parar em aterros e lixões. Já existem tecnologias que tentam reaproveitar algumas partes para reciclar absorventes. O maior exemplo até o momento é a empresa canadense Knowaste, que transforma tais sobras em telhas e madeira sintética (veja mais aqui).

Alternativas

Já que a reciclagem ainda não é uma realidade no Brasil, procure novas possibilidades. Uma opção para a substituição de absorventes descartáveis são os absorventes de pano, mas também há os reutilizáveis feitos de algodão, que duram entre seis e dez anos, dependendo do cuidado com que for lavado (clique aqui para adquirir o seu).

Fonte: Downsizer

Outra alternativa é o coletor menstrual, que é um copo de silicone hipoalérgico e antibacteriano e ajustável ao corpo. Ele é uma boa opção sustentável, porque não é descartável, basta lavá-lo quando estiver cheio e já está pronto para ser reutilizado. O coletor pode ser usado durante de quatro a dez anos, dependendo dos cuidados dispensados ao produto.

Há ainda o soft-tampon, uma espécie de espuma que é introduzida na vagina para absorver o sangue menstrual. Segundo o fabricante, ele é feito com materiais não tóxicos e que não poluem o meio ambiente (veja mais aqui).



Veja também como reciclar outros materiais:


 

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