Banco que absorve mais poluição do que pequena floresta é instalado em Londres

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Criado por start-up alemã, CityTree é um banco verde que filtra a poluição do ar

CityTree, a árvore da cidade

Os níveis de poluição no ar em Londres são terríveis e este ano logo no primeiro mês a cidade já ultrapassou o limite estabelecido pela União Europeia para 2018 inteiro. Mas agora Londres ganhou uma nova aliada em sua batalha para ficar mais verde: a CityTree, a árvore da cidade. Criada pela start-up alemã Green City Solutions, a "árvore urbana" é uma mistura de banco, filtro do ar e medidor de indicadores ambientais.

A CityTree foi instalada na rua Glasshouse, próxima do famoso Piccadilly Circus, e é capaz de absorver a mesma quantidade de dióxido de nitrogênio e partículas microscópicas do ar de 275 árvores, segundo seus criadores. Cada um desses bancos pode absorver 250 gramas de partículas pro dia e armazena 240 toneladas métricas de CO2 por ano.

O produto, na verdade, é uma parede de musgo, que é uma planta acostumada a viver sem terra e que funciona naturalmente como um filtro de ar. Liang Wu, cofundador da Green City Solutions, empresa criadora do banco verde, explica que o musgo é capaz de armazenar partículas de poluição e usá-las como nutriente.

Veja como é o processo de instalação de uma CityTree.

Além de filtrar poeira e gases como dióxido de carbono, dióxido de nitrogênio e ozônio, o banco também é conectado à internet, o que faz com que ele forneça dados sobre os níveis de poluição no ar, umidade do solo, temperatura do ar e qualidade da água. Um adicional é que a árvore urbana foi projetada para resistir a vandalismos e contém painéis solares capazes de suprir toda a sua demanda energética.

O banco é um exemplo de como a tecnologia pode contribuir para a redução dos problemas ambientais, mas não existe solução simples para a questão. Apesar de ser de fácil instalação e manutenção, o custo de uma CityTree é de cerca de R$ 90 mil reais a cada dez anos, enquanto uma árvore tradicional custa R$ 3 mil por década. A pergunta que fica é se não seria melhor investir esse dinheiro em projetos que combatam diretamente a origem da contaminação do ar, em vez de suas consequências.



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