São Paulo lança movimento on-line para ampliar coleta seletiva

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Slogan do Movimento Recicla Sampa é “Separe o lixo em dois: comum e reciclável e nós fazemos o resto”

Movimento Recicla Sampa
Imagem: Recicla Sampa/Divulgação

O slogan objetivo e marcante foi usado pelas concessionárias de limpeza urbana da capital paulista, Loga e Ecourbis, como pontapé inicial para o lançamento da plataforma digital do Movimento Recicla Sampa. A discussão surge em um contexto de urgência, já que São Paulo está no ranking das cidades que mais geram lixo no país. São 12 mil toneladas de lixo domiciliar produzidos diariamente. Em 2018, foram coletadas 76,9 mil toneladas de resíduos na cidade - isso sem falar na quantidade que escapa para o meio ambiente. O montante poderia cobrir até 53 metros de altura de toda a avenida Paulista, principal via da cidade.

Porém, de um potencial de 40% de reciclagem de resíduos, São Paulo recicla atualmente apenas 7%. O restante segue diretamente para os aterros sanitários e são, portanto, inutilizados. O lançamento da campanha foi marcado por falas e pela exibição de vídeos sobre a importância de uma mudança de comportamento, não apenas para o meio ambiente, mas para a ampliação de renda e oportunidades de emprego para as pessoas que trabalham diretamente no gerenciamento do lixo produzido na cidade.

Com a ação, a Prefeitura espera atingir a meta 24 do Plano de Metas da Prefeitura de São Paulo para 2020, que estabelece a redução de 500 mil toneladas de resíduos enviados aos aterros municipais. Durante o evento, o prefeito Bruno Covas reconheceu que o os números envolvendo a coleta seletiva na cidade ainda estão muito abaixo do esperado, mas reforçou o empenho do Executivo em atuar pela mudança deste cenário. “Se cada um de nós, poder público, sociedade civil, entidades, fizermos nossa parte conseguiremos deixar a cidade melhor, mostrando para o Brasil e para o mundo que pensamos no meio ambiente e nas futuras gerações”, afirmou.

Edson Tomaz Filho, que está à frente da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), instituição responsável pela regulação dos contratos de limpeza da cidade, acredita que o Movimento é uma ferramenta não apenas de educação ambiental, mas também de inclusão social. “Há 23 cooperativas que sobrevivem da doação do lixo reciclável e o rendimento que elas obtêm são distribuídos para seus cooperados. É uma causa ideológica que devemos abraçar”, destacou.

Conheça a plataforma Recicla Sampa

No site, a população poderá acessar vídeos, tutoriais, reportagens, entrevistas, materiais para impressão entre outros conteúdos para ajudar a separar corretamente os resíduos. Também poderá tirar dúvidas quanto aos horários das coletas por bairros e regiões da cidade, além de consultar quais os pontos de coletas e locais corretos de descarte de cada resíduo. A ferramenta colaborativa permite a utilização dos conteúdos em casa, nos locais de trabalho, condomínios e locais públicos.

Para ampliar o diálogo com os paulistanos, o Recicla Sampa contará ainda com perfis nas redes sociais - Facebook: @reciclasampa; Instagram: @reciclasampa e Youtube: Recicla Sampa.

Sobre a coleta na cidade de São Paulo

A coleta de lixo na cidade de São Paulo é realizada pela Loga, responsável pelas zonas Central, Norte e Oeste, e pela EcoUrbis, que administra as áreas Sul e Leste. A megaoperação do gerenciamento e logística do lixo na cidade envolve 352 caminhões de coleta domiciliar dos resíduos comuns e 72 dos resíduos recicláveis.

São Paulo é a única cidade da América Latina que conta com as chamadas centrais mecanizadas de triagem, uma pertencente à Loga e outra à EcoUrbis. Ambas têm a capacidade de operar em dois turnos, seis vezes por semana e de processar 250 toneladas de recicláveis por dia.

Os caminhões saem de segunda a sábado das sedes das concessionárias para a realização do serviço com um roteiro pré-determinado, a ser cumprido no caso da coleta dos resíduos recicláveis por uma equipe formada por dois coletores e um motorista por veículo.

Há dois tipos de caminhão envolvidos na operação: o que recolhe o lixo domiciliar, e consegue compactar até 10 toneladas, e o da coleta dos recicláveis, que transporta até 3 toneladas para não danificar resíduos.

Após serem coletados na porta das residências, em dias e horários específicos, os resíduos são enviados às centrais de triagem, onde são separados por tipo, cor e tamanho, e para as 24 cooperativas habilitadas na capital. Depois do processo de segmentação, os resíduos são enfardados e vendidos, garantindo a renda de cerca de 1.200 famílias. Ainda assim, uma grande parte do lixo produzido diariamente na cidade escapa para a natureza, o que reforça a importância de campanha com essa.



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