Na África, 23% das mortes estão ligadas ao meio ambiente

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Este é o valor mais alto per capita para qualquer região do mundo - água potável, saneamento, infraestrutura e poluição são os principais problemas

Ruanda
Imagem: PNUD Ruanda/Gabrielle Tillberg

Ministros africanos da saúde, ambiente e finanças encontraram-se entre os dias 6 e 9 de novembro na Terceira Conferência Interministerial sobre Saúde e Ambiente em Libreville, no Gabão.

Além dos ministros, participaram cerca de 300 delegados, incluindo representantes de organizações políticas e econômicas regionais, cidades, agências multilaterais e especialistas de 54 países. A conferência quer identificar ameaças ambientais emergentes para a saúde das pessoas e chegar a acordo sobre um plano de ação estratégico.

Em nota, as duas agências das Nações Unidas que promovem o encontro – a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a ONU Meio Ambiente – afirmam que, na região africana, 23% das mortes estão ligadas ao meio ambiente. Este é o valor mais alto per capita para qualquer região do mundo.

As agências explicam que “o continente tem sido atormentado por problemas relacionados ao acesso à água potável, saneamento desadequado, infraestrutura deficiente, poluição e novas ameaças ambientais, incluindo mudança climática e urbanização rápida e não planejada”.

A diretora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, disse que “do ar que se respira até a água que se bebe, passando pelos lugares onde se vive e trabalha, o meio ambiente está intimamente ligado à nossa saúde”.

Segundo ela, “infelizmente, para milhões de africanos, o meio ambiente pode deixá-los doentes e até matá-los”. A especialista avisa que “com a mudança climática isso provavelmente vai piorar” e que é preciso mudar essa situação “urgentemente”.

A diretora do Escritório de África da ONU Ambiente, Juliette Biao Koudenoukpo, afirmou que “combater as interligações entre o ambiente e a saúde humana pode fornecer uma plataforma e efeito multiplicador para sustentar o progresso em muitos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e da Agenda 2063”.

Koudenoukpo acredita que “trabalhando juntos, os setores de saúde e meio ambiente têm o potencial de elaborar políticas e estratégias que se reforcem mutuamente e transformá-las em ações concretas”.

A conferência acontece uma década depois da histórica Declaração de Libreville, que comprometeu os governos a tomar as medidas necessárias para estimular as sinergias entre saúde, meio ambiente e outros setores relevantes.

A iniciativa antecipou a Conferência de Biodiversidade da ONU, que acontece no Egito neste mês e irá discutir como integrar a biodiversidade no setor de saúde e outros.

A conferência teve uma primeira parte, com especialistas, nos primeiros dois dias. Os encontros de ministros ocorreram nos últimos dois dias.


Fonte: ONU Brasil

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