Kelp: algas marinhas têm grande poder nutricional

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As algas kelp podem oferecer diversos benefícios

KelpImagem de Shane Stagner em Unsplash

Kelp é uma classe de algas marinhas com ótimas propriedades nutritivas e capazes de prover diversos benefícios para a saúde humana e para as plantações. Isso acontece porque esses organismos possuem inúmeros elementos importantes para o organismo e atuam como fertilizantes naturais.

Utilidades e benefícios das algas kelp

Grande parte do benefício alimentar e da eficácia como fertilizante se devem aos minerais presentes nas algas kelp. Elas são ricas em oligoelementos, como ferro, vanádio, silício, zinco e boro. Só para se ter uma ideia, há mais oligoelementos nesses animais do que no sal marinho não refinado.

Alguns desses minerais são pouco encontrados no organismo humano, apesar da grande importância que possuem para o nosso desenvolvimento. Certos componentes presentes nas algas kelp podem até ser usados como fontes medicinais. O iodo, por exemplo, é usado no combate ao desenvolvimento de doenças na tireoide. Além de possuírem grandes quantidades de minerais, as kelp também contém vitaminas C, E, K e D.

O grande teor de açúcar presente nas algas kelp faz com que elas sejam até uma fonte viável para produção de álcool para combustível. Elas também podem ser usadas como suplementação para humanos e animais e, como adubo, as algas repõem minerais e estimulam o crescimento de micro-organismos.

Velocidade de reprodução das algas kelp

Uma das particularidades das algas kelp diz respeito ao seu rápido crescimento. Estudos afirmam que esses organismos podem crescer até meio metro por dia, o que faz com que não seja difícil encontrar uma floresta de kelp - ela pode crescer até 90 metros de altura e essas florestas podem ser encontradas nas águas pouco profundas da maioria dos oceanos do mundo.

As algas kelp podem ajudar a aliviar a acidificação dos oceanos?

Diversos pesquisadores especulam que as algas kelp podem proteger os ecossistemas costeiros, ajudando a aliviar a acidificação causada pelo excesso de carbono atmosférico sendo absorvido pelos mares.

Uma nova análise interdisciplinar buscou investigar mais a fundo o potencial de mitigação da acidificação das algas. As descobertas da equipe mostram que perto da superfície do oceano, o pH da água era ligeiramente mais alto, ou menos ácido, sugerindo que o dossel das algas reduz a acidez. No entanto, esses efeitos não se estenderam ao fundo do oceano, onde moram sensíveis corais de água fria, ouriços e crustáceos e a maior acidificação ocorreu.

"Uma das principais conclusões para mim é a limitação dos benefícios potenciais da produtividade das algas", disse Hirsh, o principal autor do estudo.

Projetando uma solução baseada na natureza

Embora este projeto analise o potencial das algas para mudar o ambiente local em curto prazo, ele também abre as portas para a compreensão dos impactos de longo prazo, como a capacidade de cultivar 'carbono azul', o sequestro subaquático de dióxido de carbono.

"Uma das razões para fazer isso é permitir o projeto de florestas de kelp que podem ser consideradas como uma opção de carbono azul", disse o co-autor Stephen Monismith, professor Obayashi na Escola de Engenharia. "Entender exatamente como as algas funcionam mecanicamente e quantitativamente é muito importante."

Embora o potencial de mitigação das florestas de kelp no dossel não tenha alcançado os organismos sensíveis no fundo do mar, os pesquisadores encontraram um ambiente geral menos ácido dentro da floresta de kelp em comparação com fora dela. Os organismos que vivem no dossel ou podem se mover para dentro dele têm maior probabilidade de se beneficiar do alívio da acidificação local das algas.



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