Limpando a caixa de remédios

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O que fazer com comprimidos e pomadas vencidas? Quais os problemas e a solução para esse resíduo?

Os remédios são fundamentais para auxiliar a saúde e a qualidade de vida da humanidade nos dias de hoje. A engenharia molecular conseguiu extrair das plantas e dos minerais os componentes que ajudam o corpo humano a se curar de doenças e feridas, aumentando significativamente o tempo de vida das pessoas. Porém, esses produtos, além de trazerem benefícios, podem causar muitos problemas quando não administrados com segurança, tanto para as pessoas, como para o meio ambiente.

Sendo assim, o paciente deve sempre verificar se o medicamento está dentro do prazo de validade e tomar somente a quantia determinada pelo médico e, na hora de guardar o medicamento, preferir um lugar fresco e arejado. Bom, até aí não há muita novidade... Um problema que é novo e as pessoas não têm muito conhecimento é o que fazer depois. Os remédios são produtos que de maneira nenhuma devem ser consumidos depois do prazo de validade e por isso as pessoas costumam jogá-los com freqüência no lixo. Porém, no meio ambiente, essas substâncias têm efeitos pouco conhecidos e perigosos.

Estudos mostram que as piores consequências estão relacionadas aos medicamentos que interferem no sistema endócrino, são os chamados “interferentes endócrinos” e englobam uma variedade de substâncias químicas que inclui hormônios naturais e sintéticos, fitoestrógenos, pesticidas entre outros. Os efeitos ambientais mais sérios são observados pelo hormônio 17a-estradiol, que pode provocar a feminização de peixes machos e prejudicar a reprodução e posterior sobrevivência de algumas espécies.


O caminho da contaminação

A maioria dos compostos químicos provenientes de remédios vai parar no ambiente por meio do próprio consumidor. Algumas substâncias permanecem na urina e fezes dos usuários, porém, a quantidade de componentes é menor e modificada pelo corpo humano. O problema encontra-se nos comprimidos que são indevidamente descartados no lixo comum ou no sistema de esgoto. Quando o medicamento é despejado no vaso sanitário ele pode percorrer dois caminhos: ou vai para a rede de esgoto ou infiltra no solo através da fossa séptica. Os sistemas de tratamento de água ainda não dão conta de eliminar algumas substâncias e elas acabam atingindo os mares. O descarte no lixo simples não é diferente, o chorume dissolve, coleta as substâncias dos remédios e, muitas vezes, acaba atingindo o lençol freático, nome dado à superfície que delimita a zona de saturação da zona de aeração, abaixo da qual a água subterrânea preenche todos os espaços porosos e permeáveis das rochas ou dos solos ou ainda de ambos ao mesmo tempo.

O que fazer?

O jeito é se informar sobre os locais que fazem a coleta adequada dos medicamentos vencidos. O sistema é parecido com o descarte de eletrônicos. Os laboratórios e postos de saúde são responsáveis pelo descarte apropriado para os remédios. Algumas farmácias também recolhem os produtos.

Vale sempre lembrar que os medicamentos precisam ficar longe das crianças, e no caso de ingestão acidental, a bula do medicamento mostra o que fazer.


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