Cientistas estudam medidas para intensificar combate ao mosquito Aedes nas Américas

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O grupo encerrou sua primeira reunião no último dia 11 de março depois de analisar uma série de medidas de controle integrado de vetores

Imagem: Agência Brasília/Gabriel Jabur

O controle de mosquitos que transmitem os vírus da zika, da dengue e da chikungunya devem ser intensificados nas Américas, pediram especialistas depois de uma reunião de três dias na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), em Washington (EUA).

O novo Comitê Técnico Consultivo sobre Entomologia em Saúde Pública está estudando formas de fortalecer os programas de controle de vetores nos países, incluindo medidas específicas para o Aedes aegypti, mosquito que transmite zika, dengue, chikungunya e febre amarela nas Américas.

O grupo encerrou sua primeira reunião no último dia 11 de março depois de analisar uma série de medidas de controle integrado de vetores, que incluem distintas ferramentas e estratégias para reduzir o número de doenças transmitidas por vetores.

O grupo é presidido por Karen Polson, da Agência de Saúde Pública do Caribe, e inclui especialistas em entomologia, controle de vetores, doenças negligenciadas, epidemiologia, gestão de resistência a inseticidas e áreas afins. Os especialistas aconslheram a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne, sobre formas de reforçar a vigilância, bem como controlar e eliminar doenças transmitidas por vetores.

“O controle do vetor é a melhor maneira que temos de combater estas doenças”, disse Polson. “A entomologia e o controle de vetores funcionam, se utilizados e aplicados corretamente pelos países.”

“Temos dois mosquitos Aedes que transmitem quatro doenças e temos poucas armas contra eles. Dengue, chikungunya, febre amarela e agora zika são problemas crescentes”, disse Raman Velayudhan, um especialista em controle de vetores da OMS. Ele acrescentou que os desafios no controle do Aedes incluem a adaptação do mosquito, o movimento humano, a vigilância, a resistência a pesticidas e sua resiliência.

A transmissão autóctone (local) do vírus zika foi relatada em 31 países e territórios das Américas, observou Sylvain Aldighieri, chefe de Alertas e Resposta Epidemiológica da OPAS/OMS. Até agora, os aumentos nos casos microcefalia e outras malformações congênitas foram apenas relatadas no Brasil e na Polinésia Francesa, embora dois casos ligados a uma estadia no Brasil foram detectados em dois outros países.

“A nossa ferramenta mais importante para combater o zika e, ao mesmo tempo, dengue e chikungunya, é o controle do Aedes aegypti. Uma vez que estes mosquitos vivem dentro e ao redor de casas, isso vai requerer um esforço coordenado, com um envolvimento maior da comunidade para reduzir o número de mosquitos nas Américas. Estamos também procurando urgentemente melhorar os métodos de controle, incluindo insecticidas e outras novas tecnologias”, disse o Luis Castellanos, chefe de Doenças Negligenciadas, Tropicais e Transmitidas por Vetores da OPAS.

As recomendações do Grupo Técnico Consultivo estão sendo compiladas para a liderança da OPAS, e serão usadas na próxima semana na reunião mundial do Grupo Assessor de controle vetorial em Genebra, que discutirá a resposta de emergência e as ferramentas de controle de vetores para a doença do vírus zika.

A OPAS, fundada em 1902, é a mais antiga organização internacional de saúde pública no mundo. Trabalha com seus países membros para melhorar a saúde e a qualidade de vida dos povos das Américas. Também atua como Escritório Regional para as Américas da OMS.

Fonte: ONUBr

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