Conheça a "Geração Y"

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Saiba quem são os membros dessa geração movida a inovações, o que eles querem e qual o seu perfil profissional e de consumo

Inovação

A sequência costuma ser a mesma: nascer, crescer, ir para a escola e trabalhar (alguns passando pela faculdade). Todas as gerações, principalmente em países ricos, passaram e passarão por esse ciclo. No entanto, apesar dos estágios em geral serem os mesmos, um fator inevitavelmente se altera no curso da história: o perfil da força de trabalho. Ou seja, o perfil das pessoas que atuam no mercado não é o mesmo de uma época para outra.

Acontecimentos históricos, fenômenos sociais, influências culturais. Esses denominadores influenciam diretamente a mentalidade e as preferências das pessoas, moldando o seus perfis enquanto profissionais e enquanto consumidores.

É comum que se divida historicamente o perfil profissional e de consumo das gerações em três grandes grupos, tomando como base, principalmente, a sociedade norte-americana. Estamos falando dos ;Baby Boomers, da Geração X e da Geração Y.

Certamente, é possível questionar essa divisão e o quanto essas classificações se aplicam em países totalmente diferentes em termos de estrutura, indústria e história, além de variações socioculturais. Porém, tratam-se de tendências amplamente utilizadas atualmente e é preciso analisá-las mesmo que, no Brasil, a porcentagem de pessoas com ensino superior seja de 11% da população.

As gerações anteriores

A geração de consumidores e profissionais que se estende a partir do ano de 1945 é chamada de Baby Boomers: após a 1º e a 2º Guerras Mundiais, foi possível observar um elevado crescimento nas taxas de natalidade. Esse fenômeno social foi conhecido como um verdadeiro “boom de bebês”, por isso essa denominação. As pessoas dessa geração buscavam estabilidade, em razão do trauma sofrido pelos conflitos enfrentados. E o trabalho era forma encontrada para atingir essa segurança. Uma rígida hierarquia profissional, horários fixos de trabalho e organização era a marca registrada do mercado de trabalho dessa época e estocar os produtos comprados era uma característica comum dos consumidores dessa geração. Além disso, a escolha profissional era uma escolha para o resto da vida: mudar de carreira não era uma possibilidade plausível. Isso foi sustentado por uma economia que crescia fortemente e de um Estado que investia em serviços básicos para a população.

A geração seguinte é chamada de Geração X, contemporâneos das décadas de 60, 70 e 80. Altamente competitivos e extrovertidos, os membros dessa geração foram diretamente beneficiados pela estabilidade social e familiar conquistada pelos Baby Boomers. Por essa razão, tiveram a oportunidade de poderem pensar nos seus próprios interesses. Esses profissionais tem uma mentalidade que visa o crescimento rápido por meio de uma postura agressiva. Ao contrário da geração anterior, não considera que o trabalho deva começar e terminar em um determinado horário. Foi entre esses profissionais que surgiu a imagem do workaholic, que levanta a bandeira da carreira a qualquer custo e estende o trabalho até o happy hour. Os consumidores da Geração X são aqueles priorizam a praticidade e as marcas daquilo que consomem. Em termos econômicos, a última parte dessa geração viveu o início do neoliberalismo.

A Geração Y

Diferentemente dos seus antecessores, Geração Y presenciou o surgimento e o crescimento das novas tecnologias. Essa é geração dos tablets, aplicativos, iPads, smartphones e das redes sociais. É também a geração do consumo, das compras via internet e dos shoppings.

Acostumados com diferentes tecnologias, os indivíduos nascidos entre as décadas 80 e 90 estão acostumados com rapidez e velocidade na transmissão das informações. Esses fatores fazem com que os profissionais dessa geração se mostrem mais motivados quando lhes são confiadas metas a curto prazo.

Aliás, graças a essas tecnologias, os profissionais da Geração Y são os profissionais Wi-Fi: seus cargos podem ser exercidos no modo home office e em qualquer lugar, desde que haja uma boa conexão de internet. Por essa razão, não seguem necessariamente uma rotina rígida de trabalho como acontecia com os Baby Boomers.

Essa nova força de trabalho também se mostra altamente adaptável e flexível, uma vez que não é afeiçoada a estruturas hierárquicas e se interessam por trabalhos dinâmicos, que ultrapassam as baias dos escritórios. Gostam de ter autonomia e se interessam por adquirir novos conhecimentos. Por essa razão, buscam maneiras informais de aperfeiçoar seu currículo profissional, participando de cursos online, frequentando palestras e buscando experiências no exterior.

Além disso, a realização profissional para esses jovens está diretamente atrelada à satisfação. Agora, a ideia de carreira a qualquer custo, muito comum entre os indivíduos da Geração X, encontra uma forte concorrente entre esses profissionais extremamente dinâmicos: a realização pessoal. Se a carreira escolhida não traz realização pessoal, então, não vale a pena investir nela.

Quer saber mais sobre a Geração Y e suas predecessoras? Confira esse vídeo.

O que eles têm a oferecer ao mundo?

Esses jovens ansiosos, dinâmicos e flexíveis já foram taxados pelo senso comum como alienados, enclausurados no mundo digital das imagens, e capazes de ver apenas aquilo que a tela do computador mostra. Também já foram descritos como a geração dos consumidores assíduos, que vão às compras com motivações essencialmente hedonistas, responsáveis por alimentar estilos de vida que não são sustentáveis.

No entanto, o perfil da Geração Y, assim como o perfil das gerações anteriores e vindouras, tem muito a colaborar com a sociedade e o mundo.

Domínio das tecnologias, criatividade, pensamento inovador e irreverente e grande acesso a informações… esses denominadores que definem sucintamente essa geração se encaixam perfeitamente em um ramo profissional que tem crescido nos últimos anos: a economia, ou indústria, criativa. Só no Brasil, o crescimento da economia criativa foi de 6,13% nos últimos cinco anos. Um crescimento módico, porém promissor.

Os empregos que fazem parte desse segmento são àqueles que têm sua origem na criatividade individual, habilidades e talentos que têm potencial de riqueza e criação de empregos através da geração e da exploração da propriedade intelectual.

Essa tal geração realmente existe? Está restrita a certos ambientes ou camadas sociais? Ela é capaz de alterar a realidade com a criatividade? São respostas que só o tempo vai dizer. Mas você pode expressar sua opinião nos comentários abaixo.


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