Quase metade das pessoas que compra produtos on-line não os compraria pessoalmente, diz pesquisa

eCycle

Pesquisa realizada com compradores online dos EUA mostrou que a internet ganha cada vez mais espaço no ramo de varejo

A internet é cheia de facilidades. Com alguns cliques fazemos coisas que, em outros tempos, teríamos que ralar muito para conseguir. Por exemplo, para comprar um simples aparelho celular: sem a internet, há a necessidade de locomoção até alguma loja - esse caminho pode proporcionar trânsito, filas e atendentes que vão oferecer todos os planos de adesão possíveis. Com a compra pela internet, apesar da impossibilidade de conferir o produto in loco, tem-se mais comodidade.

E é exatamente isso o que mostra os números de uma pesquisa realizada pela Lab47 (empresa de pesquisa de marketing dos Estados Unidos): o mercado online é uma opção cada vez mais presente na escolha do consumidor - pelo menos na terra do Tio Sam. Lá, 66% dos consumidores preferem o varejo online. Mas o principal dado que a pesquisa revelou é que quase a metade desses consumidores (45%) compra online coisas que pessoalmente não compraria. Os motivos dessa escolha não estão apenas relacionados ao conforto, mas também ao fato de que, na internet, há melhores preços e promoções.

Veja os dados na íntegra no infográfico (em inglês):

Lado bom e lado ruim

Até certo ponto, o uso da internet tem sido benéfico para o meio ambiente. Antigamente, as empresas se relacionavam com clientes por meio de telegramas, que utilizavam o serviço de transporte e o próprio papel. Hoje, as conversas e acordos são todos fechados por e-mail ou por chats de relacionamento online. Sem contar que o consumo de certos produtos, como canções, não necessita mais de um mídia física, como o CD, pois podem ser comprados e descarregados pela rede mundial de computadores - o mesmo pode ser pensado para a economia de papel que as máquinas digitais proporcionaram. Hoje em dia, é possível até fazer supermercado via internet.Tudo isso contribui para a redução das emissões de CO2, por exemplo.

Além de certos inconvenientes devido às dificuldades de se testar o produto por causa da distância, o principal ponto negativo fica por conta do consumismo, que também é prejudicial ao ambiente, pois queima recursos naturais e, muitas vezes, seu o processo de produção de uma mercadoria é altamente poluidor. Um dado dessa pesquisa é bem representativo sobre a questão: um grande número de pessoas compra smartphones e aplicativos. Mas, como será que estes aparelhos serão descartados? E a questão dos data centers que consomem e desperdiçam enormes quantidades de energia e são a base para o funcionamento de grande parte do ambiente da internet?

É de se pensar.

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