A cultura do fast food: os ricos gostam mais

eCycle

Pesquisa realizada nos Estados Unidos revela que a classe mais alta consome mais fast food

Uma pesquisa realizada pela empresa norte-americana Gallup, em meados de 2013, revelou que as pessoas com melhores condições financeiras consomem mais fast food que os indivíduos de camadas mais baixas. A pesquisa foi realizada nos Estados Unidos com 2.027 adultos maiores de 18 anos, abrangendo uma diversidade de classe, gênero, faixa etária e etnia.

Os resultados mostram que 57% dos jovens entre 18 e 29 anos consomem fast food pelo menos uma vez por semana, e essa porcentagem vai decrescendo à medida em que as pessoas vão ficando mais velhas. Os homens estão em maior porcentagem que as mulheres no consumo do fast food, sendo 57% os que dizem consumir semanalmente, contra 42% das mulheres que assumem ter esse mesmo hábito de consumo.

O mais curioso, no entanto, foi o resultado em termos de camada social, visto que o fast food é considerado uma comida de baixo custo. Ainda assim, as pesquisas mostram que, entre as pessoas com renda anual de US$ 75 mil ou mais, 51% consomem fast food semanalmente. Por outro lado, entre as pessoas com renda anual menor que US$ 20 mil apenas 39% consomem fast food em mesma quantidade.

O fast-food, “comida rápida”, literalmente, é a palavra utilizada para se referir às refeições preparadas e servidas de forma rápida. É associado também ao estilo de vida urbano, à praticidade, ao stress, à correria do dia-a-dia e à constante noção de falta de tempo. De acordo com o site How Stuff Works, até mesmo na Grécia ou na Roma antiga havia o consumo tipos mais práticos de comida nas ruas para as pessoas que estavam longe de casa por algum motivo. Nos Estados Unidos, a cultura do fast food foi criada pela rede McDonald’s,  a primeira a implantar o sistema de linha de montagem em um restaurante. Logo após a abertura da rede de restaurantes dos irmãos McDonald’s, em 1948, várias outras redes, como Burguer King e Taco Bell lançaram-se ao mercado.

A pesquisa da Gallup aponta que 76% das pessoas nos EUA acham que a comida servida em restaurantes fast food “não é muito boa” ou “não é nada boa” em termos de saúde. Mesmo assim, o fast food continua sendo parte da rotina alimentar da maioria dos americanos. O baixo custo, o sabor e a conveniência acabam superando a questão nutritiva. E mesmo para os que têm melhores condições financeiras, é difícil largar esse hábito, que já faz parte da cultura do país.

Brasil

Devido a influência norte-americana, o fast food no Brasil também se popularizou, mas trouxe preocupações na área da saúde. Segundo pesquisas do IBGE de 2010, os brasileiros ganharam peso nos últimos anos. O percentual de homens com excesso de peso subiu de 18,5% para a 50,1%; entre as mulheres, a quantia saltou de 28,7% para 48%.

De acordo com o Jornal do Senado, uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde apontou que 15,8% dos brasileiros são obesos, e uma das maiores preocupações é a obesidade infantil. Algumas medidas estão sendo tomadas para combater esse problema. O senador Cristóvão Buarque (PDT-DF), por exemplo, apresentou um projeto para que se coloquem selos de identificação por cores de acordo com a composição nutricional. Outro projeto de lei do Senado foi proposto por Eduardo Amorim (PSC-SE) para proibir a promoção e venda de refeições fast food acompanhadas de brinquedos, que funcionam como apelo infantil. Segundo a revista Galileu, nos EUA, a mesma atitude foi tomada na cidade de São Francisco, que aprovou uma lei em que brinquedos não poderiam ser vendidos com alimentos que não tenham menos de 600 calorias e menos de 640 miligramas de sódio.

O fast food pode até ser saboroso, mas não podemos brincar com a saúde. No Brasil, há uma imensa variedade de frutas e legumes, por que não aproveitá-las? Para saber como ter uma pegada mais leve na alimentação, clique aqui ou aqui.


Veja mais:


 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Saiba onde descartar seus resíduos

Encontre postos de reciclagem e doação mais próximos de você

Localização Minha localização
Não sabe seu CEP?

Newsletter

Receba nosso conteúdo em seu e-mail