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Conheça os tipos de analgésicos e os possíveis riscos que esses medicamentos podem oferecer à saúde

Imagem de HalGatewood.com em Unsplash

Analgésicos são medicamentos específicos para o alívio das dores. Existem diversos tipos de analgésicos, que podem ser vendidos com ou sem a necessidade de receita médica. Entre eles estão os opioides (como morfina, codeína e metadona), o acetaminofeno (Tylenol) e os anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno (Advil) e o ácido acetilsalicílico, a famosa aspirina. Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, além de combater a dor, também têm ação anti-inflamatória.

Os analgésicos comuns (paracetamol e dipirona, por exemplo) são comercializados livremente nas farmácias, sem prescrição médica. Eles são recomendados para dores moderadas ou leves, como dor de cabeça e cólicas menstruais, dores pós-cirúrgicas, lesões comuns, dor de dente, dores musculares e outras. No entanto, por serem de livre venda e considerados inofensivos pelas pessoas, os analgésicos podem se tornar uma preocupação de saúde.

Se consumidos todos os dias por mais de uma semana, esses medicamentos podem causar efeitos colaterais, como perda de apetite, náusea e vômitos, dor de estômago, diarreia, azia e até úlceras gástricas. Em longo prazo, os analgésicos podem causar dependência.

Como os analgésicos funcionam?

Diferentes analgésicos atuam de maneiras diferentes. Os opioides reduzem os sinais de dor enviados pelo sistema nervoso e a reação do cérebro a esses sinais. Já o Tylenol age mudando a maneira como o corpo sente a dor.

Por sua vez, os anti-inflamatórios não esteroides bloqueiam os efeitos das prostaglandinas (substâncias químicas no corpo com qualidades semelhantes às dos hormônios), reduzindo a dor e o inchaço. A aspirina, mais popular entre esses medicamentos, é usada para reduzir a febre e aliviar a dor leve a moderada de condições como dores musculares, dores de dente, resfriado comum e dores de cabeça.

Ela também pode ser usada para reduzir a dor e o inchaço em condições como a artrite. A aspirina atua bloqueando uma determinada substância natural em seu corpo para reduzir a dor e o inchaço.

Efeitos colaterais dos analgésicos

O risco de sofrer efeitos colaterais depende do tipo de analgésico e da duração do uso. Se ingeridos continuamente, os analgésicos podem causar:

  • Constipação
  • Sonolência
  • Tontura
  • Sensação de estômago revirado
  • Zumbido nos ouvidos
  • Coceiras ou erupções na pele
  • Boca seca

O álcool pode piorar alguns efeitos colaterais dos analgésicos. Por isso, o ideal é evitar o consumo de álcool enquanto estiver tomando esses medicamentos, especialmente os que contêm paracetamol.

Tomar grandes quantidades de Tylenol pode prejudicar o fígado. Não tome mais do que três gramas (cerca de seis comprimidos de força extra ou nove comprimidos regulares) por dia.

Os anti-inflamatórios não esteroides podem aumentar o risco de sangramento no estômago, ataque cardíaco ou derrame. As crianças não devem tomar aspirina, porque pode ocorrer uma condição séria conhecida como síndrome de Reye.

Além disso, tomar um medicamento opioide por muito tempo aumenta as chances de desenvolver dependência, à medida que seu corpo se acostuma com a droga. Algumas pessoas também se tornam dependentes de outros analgésicos. O ideal é sempre consultar orientação profissional antes de fazer uso de um medicamento. Somente o médico é capaz de indicar o tratamento adequado para você.

Cuidados

Analgésicos não devem ser usados sob certas condições médicas. Consulte orientação médica se você tiver distúrbios hemorrágicos ou de coagulação do sangue (como hemofilia, deficiência de vitamina K, baixa contagem de plaquetas).

Caso você apresente doença renal, doença hepática, diabetes, problemas de estômago, asma, gota ou alergia a qualquer medicamento, informe ao farmacêutico ou ao profissional de saúde. Grávidas devem evitar qualquer tipo de medicamento sem orientação médica.

Os analgésicos podem passar para o leite materno. Quando ingeridos em grandes quantidades (como para tratar a dor ou febre), podem prejudicar o lactente. Por isso, a amamentação durante o uso deste medicamento não é recomendada. Em caso de dúvidas, procure orientação profissional. 


Fontes: Everyday health, Webmd e Arthrits


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