Orquídeas: tipos e como cuidar

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Aprenda mais sobre a orquídea, planta delicada que pode ser encontrada em diversas espécies

Orquídeas

As orquídeas compõem a família Orchidaceae, uma das maiores famílias de plantas existentes, e despertam interesse de admiradores e colecionadores como nenhuma outra espécie - existem até os chamados “orquidófilos”. São mais de 35 mil espécies diferentes de orquídeas na natureza, sendo a maioria utilizada para fins ornamentais, e algumas cultivadas pela sua utilidade: é o caso da espécie Vanilla, utilizada na produção de baunilha, e a perfumada Jumellea, utilizada na produção de perfumes e tabaco.

Conheça alguns tipos de orquídea famosos

Phalaenopsis

Gênero de orquídeas asiáticas, as Phalaenopsis também são conhecidas por “orquídeas-borboletas”, pela semelhança das flores com asas de borboleta. Esse tipo de orquídea prefere sombra, calor e pouca água. Elas podem florir até três vezes por ano e suas flores duram até três meses.

Dendrobium

Orquídea Dendrobium

Também conhecida por “orquídea olho-de-boneca”, é um dos gêneros que mais tem espécies, geralmente de fácil cultivo. As orquídeas desse tipo costumam florescer no fim da primavera, e na época de crescimento precisam ser regadas frequentemente.

Oncidium

Orquídea Oncidium

É um gênero de orquídeas largamente distribuídas na América Latina, conhecida no Brasil como “chuva-de-ouro”. Suas flores são pequenas, delicadas e muitas vezes perfumadas, como é o caso da Oncidium sharry baby, que exala cheiro de chocolate na floração.

Cattleya

São as orquídeas mais vendidas no Brasil, com cerca de 30 espécies no país. Elas costumam se adaptar a todos os tipos de clima, e possuem flores perfumadas que duram em média de dez a 30 dias.

Orquídea Cattleya

Vanda

Orquídea Vanda

Conhecida por suas cores vibrantes e beleza peculiar, as Vandas são uma das espécies de orquídea mais procuradas. Suas raízes são aéreas e devem ficar soltas, sendo que o indicado é borrifar as raízes com água assim que elas ficarem com um tom acinzentado. Normalmente, em dias quentes, o ideal é borrifar duas vezes e, em dias frios, uma vez.

Paphiopedium

Orquídea Paphiopedium

A “orquídea sapatinho”, como é popularmente chamada, recebe esse apelido pelo seu formato exótico, em que o labelo tem o formato de um sapato. Por este mesmo motivo, os colecionadores dessa espécie são chamados de “sapateiros”. É uma orquídea de fácil cultivo, com flores solitárias de hastes longas que permanecem por mais de 20 dias.

Como cuidar de orquídeas

Orquídeas Cattleya, Phalaenopsis e Paphiopedilum estão entre as mais fáceis de cuidar e são recomendadas para a maioria dos jardineiros iniciantes e cultivadores de orquídeas. Como é possível ver acima, cada espécie precisa de um cuidado específico.

As orquídeas são resistentes, mas questões relacionadas ao espaço e à falta de adubação influenciam bastante em seu desenvolvimento. Além disso, as epífitas, que são cerca de 90% das espécies cultivadas, preferem estar em árvores. Já as terrestres como a paphiopedilum e a orquídea-bambu preferem vasos fundos ou serem plantadas no chão com muitos compostos orgânicos, nunca em árvores. Mas as orquídeas de vaso precisam de uma drenagem caprichada.

As raízes de todas as espécies de orquídea precisam ficar arejadas, portanto aconselha-se colocá-las em um recipiente com furos, de barro ou de xaxim de palmeira - feito com fibras orgânicas e livre de substâncias tóxicas ou químicas. O tipo de substrato utilizado também influencia no desenvolvimento das orquídeas, pois ele ajuda a conservar a água por mais tempo. Muitas pessoas usam placas de madeira, casca de coco e carvão.

Muita atenção na hora de regar sua orquídea. É mais fácil matar uma orquídea por excesso do que por falta de água. Quando o clima estiver quente, regue pelo menos duas vezes por semana. A maneira correta de regá-las é pelas raízes durante a manhã, evitando que as folhas fiquem molhadas, pois isso pode causar doenças. Regue-as deixando a água escorrer totalmente, você saberá quando molhá-la verificando se o substrato está seco - ele deve estar sempre úmido, mas jamais encharcado. Para verificar se o substrato já secou, aponte um lápis e, o afunde alguns centímetros no substrato, caso ele mude de cor (a ponta do lápis), o substrato ainda está úmido, caso não mude então ele já secou.

No primeiro parágrafo, eu apenas adicionei a informação que as folhas não devem ficar molhadas, já o segundo parágrafo, seria um complemento ensinando como a pessoa pode verificar o seu substrato.

Adube sua orquídea no máximo uma vez por mês. Adubar demais pode queimar as raízes e dificultar a floração, e não adubar dificulta o processo. Você pode utilizar adubos orgânicos, como farinha de osso e torta de mamona, facilmente encontrados em qualquer loja de jardinagem ou nos setores de jardinagem de supermercados. Também é possível usar o adubo oriundo da compostagem doméstica.

Cuidados com a floração

Como já dito, o lugar onde você deixará sua orquídea influenciará - e muito - em seu desenvolvimento. Prefira deixá-las em locais onde elas possam tomar sol no horário da manhã ou no final da tarde, mantendo-as, o máximo possível, na mesma posição e local. As orquídeas precisam tomar sol e ficar em locais arejados para florescerem. Uma boa dica de como cuidar da sua orquídea é observar as folhas - se elas estiverem verde-escuras, a orquídea não está recebendo luz suficiente. Se amarelas, marrons ou avermelhadas, elas estão recebendo mais luz solar do que deveriam. As folhas da orquídea devem ser de um verde brilhante quando saudáveis.

Manchas na folhagem podem indicar que a planta tenha sido atacada por uma praga, mas isso dificilmente irá acontecer se elas forem cultivadas de forma adequada. As cochonilhas são um dos maiores inimigos dos orquidófilos - elas sugam a seiva da planta e, caso não combatidas, podem até matá-la. Caso sua planta seja atacada, utilize defensivos, procurando optar pelas fórmulas naturais. Os produtos químicos industrializados são comprovadamente prejudiciais não só às plantas, mas também aos cultivadores. Uma dica é utilizar o óleo de neem em suas orquídeas, pois ele não é tóxico e, combate cerca de 200 tipos de predadores de plantas. Entretanto, é preciso ficar atento com as abelhas, pois o neem é prejudicial a elas. As abelhas são polinizadores essenciais para a manutenção da vida no planeta Terra e estão em risco de extinção. Saiba mais sobre esse tema nas matérias: "A importância das abelhas para a vida no planeta" e "Desaparecimento das abelhas: como evitar?". Para saber como usar o óleo de neem, dê uma olhada na matéria: "Óleo de neem: para que serve e como usar".

Confira uma lista com os diagnósticos mais recorrentes:

  • Pontos pretos – queimadura do sol, falta de água ou nutrientes;
  • Folhas enrugadas – falta de água;
  • Bulbo encolhido – falta de água e nutrientes;
  • Manchas – ataque de fungos ou bactérias;
  • Folha amarelada – excesso de água ou falta de nutrientes;
  • Buracos nas folhas – ataque de fungos.
Não colete ou adquira orquídeas do mato. Procure adquiri-las de empresas produtoras de mudas ou de orquidófilos com plantas disponíveis. A orquidofilia está intimamente associada à causa ecológica e todo cultivador de orquídeas deve ser, acima de tudo, um defensor do meio ambiente.



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Comentários 

 
0 #1 2018-01-01 17:46
Concordo com você ainda hoje tem gente que retira mudas de orquídeas do seu habitat temos que preservar, gostei do seu artigo.
Abraços!!!!!
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