Os superalimentos são realmente super?

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Spirulina, gojiberry, açaí, quinoa... A lista de superalimentos é grande. Mas quais os benefícios que eles realmente podem nos trazer?

Espinafre, um dos superalimentos mais ilustras
O espinafre é um dos superalimentos mais famosos. Imagem: chiara conti on Unsplash

Os superalimentos (superfood) são aqueles tidos como especialmente benéficos para a saúde. A denominação foi criada no século XX e geralmente o consumo dos superalimentos é fomentado por uma grande divulgação midiática de seus benefícios, tornando-se uma verdadeira moda. Um caso conhecido entre os superalimentos é o do espinafre, na primeira metade do século XX, presente até hoje no imaginário graças às aventuras do marinheiro Popeye. Atualmente, mais superalimentos entraram no cotidiano de quem busca uma vida saudável.

Autores como David Wolfe defendem uma dieta baseada nesses itens. Mas será que os superalimentos funcionam mesmo? Por outro lado, é necessário alertar sobre o consumo em excesso de qualquer produto, ainda que seja natural. Em doses erradas, os superalimentos podem causar obesidade, desregular a glândula tireoide ou prejudicar o funcionamento intestinal.

Superalimentos da moda

Vejamos alguns exemplos dos superalimentos badalados:

Goji berry

Originário do Tibet, esse fruto vem ganhando o paladar ocidental por suas propriedades, como alto teor de vitaminas do complexo B e vitamina C, por fortalecer o sistema imunológico, prevenir problemas oftalmológicos e combater AVCs, além de conter muitos sais minerais. No entanto, os antioxidantes da gojiberry são menores do que os contidos na boa e velha maçã, por exemplo.

Quinoa

Direto dos Andes, a quinoa teve até um ano comemorativo, em 2013! Ela faz parte da cultura andina há milhares de anos, e só recentemente ganhou espaço nas refeições da Europa e EUA. Esse superalimento possui todos os aminoácidos essenciais, com alto teor de fibras e também é rico em ferro. Uma dieta com consumo equilibrado de quinoa é recomendada, e o exagero pode trazer má digestão e gases.

Água de coco

Uma velha conhecida no Brasil com cada vez mais espaço na Europa, a água de coco possui sais minerais essenciais para quem pratica atividade física. No entanto, especialistas advertem que ela contém calorias. Para se ter uma ideia, 330 ml possuem 60 kcal, uma consequência de seu pequeno, mas presente, teor de açúcar.

Açaí

Típico do Pará, o açaí, ou acaiberry, vem ganhando espaço mundo afora. Recentemente, a acaiberry diet foi propagada como método de redução de peso, por conta das supostas propriedades de saciedade dada pelo consumo do açaí. É conhecida também a presença oportuna de antioxidantes no fruto. Apesar desses benefícios, é bom tomar cuidado com esse superalimento em dietas que visam apenas a redução de peso: não há informações seguras de que o açaí tem a tão propagada qualidade de inibição de apetite.

Spirulina

É um dos superalimentos mais hypes do momento. Apesar do senso comum a classificar como alga, a spirulina, na verdade, é uma cianobactéria, ou seja, uma bactéria com capacidade de fazer a fotossíntese. Seu uso como suplemento alimentar ainda é novo e, aqui no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não avaliou suas propriedades reguladoras do metabolismo.

Kelp

A alga laminariales é conhecida pelo seu bom efeito no metabolismo e por ser fonte de nutrientes não encontrados em abundância fora do mar. É possível consumir a kelp após sua secagem, em pó ou cápsulas. Deve-se apenas estar precavido com a alta dosagem de iodo do alimento, que, em demasia, também não é bom.

Maca peruana

A lepydium meyenii é uma raiz, e chama a atenção pelo teor de fibras que proporcionam saciedade, além de uma quantidade ideal de carboidratos. Rica em ômega 3, a maca pode ajudar no combate ao LDL, o famoso colesterol "ruim", e é rica em vitaminas C e E. Aqui no Brasil, podemos consumir a maca peruana em pó ou em cápsulas.

Superalimentos do dia a dia

Há possibilidades numerosas quando procuramos por superalimentos em nossa rotina. A pesquisadora estadunidense Jennifer Di Noia elaborou um ranking de superalimentos, levando em conta seu potencial nutricional. Talvez com menos badalação, mas mesmo assim muito saudáveis. Eis o top five:

Couve chinesa

Vitamina C, vitamina K e potássio fazem desse vegetal originado na Ásia uma das melhores opções para quem procura superalimentos que integrem uma vida saudável.

Agrião

Antioxidantes, vitamina A e potássio são abundantes no agrião. Como vegetal integrante da família das brassicáceas, esse superalimento é rico em sais minerais e é o primeiro colocado no ranking da pesquisa.

Acelga

Vitamina K, magnésio e vitamina C estão presentes, e também merece destaque o betacaroteno, essencial na absorção de vitamina A.

Beterraba

Betaína (aminoácido importante para o metabolismo), licopeno (poderoso antioxidante) e fibras, presentes um alimento de baixo teor calórico. A beterraba é um superalimento que não pode ficar de fora da dieta!

Espinafre

Os benefícios deste vegetal são conhecidos de longa data. Seu status entre os superalimentos é antigo. Ácido fólico, antioxidantes, minerais e vitaminas essenciais estão presentes em quantidade ideal em sua composição.

Veja a lista completa aqui e confira o vídeo sobre as vitaminas presentes nos alimentos.



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