
Uso em casas, redes de iluminação, estádios e até no espaço já é realidade
O que há alguns anos era pura imaginação, já é realidade concreta nos dias de hoje. Tecnologias são capazes de produzir energia elétrica por meio dos raios solares e, em grandes metrópoles mundiais – incluindo as brasileiras, há legislação que incentiva novas construções a aquecerem água com esse tipo sustentável de obtenção de energia.
Após a Europa, outros países como China, Austrália e Estados Unidos iniciaram investimentos em grandes usinas solares, e até cientistas espaciais pensam em utilizar a luz solar em seus experimentos.
No Brasil, a cidade de São Paulo foi a pioneira na obrigatoriedade da instalação de aquecedor solar de água em novas construções feitas com quatro ou mais banheiros. A lei 14.459, de 2007, fez com que o mercado, literealmente, se aquecesse para um novo nicho de investimento.
E a opção não é boa apenas para o ambiente. O bolso também agradece. Instalando o equipamento (placas que captam a energia solar), você diminui consideravelmente o consumo de energia elétrica.
Na capital paulista, o aparelho custa cerca de R$ 1,6 mil em lojas especializadas. A redução na conta de luz compensa o investimento em aproximadamente quatro anos.
Mas cuidado: é altamente recomendável que uma empresa com três anos de experiência seja procurada para evitar problemas.
Os prédios públicos cariocas também são obrigados a utilizar energia solar para aquecer 40% da água consumida em seus interiores, de acordo com lei 5.184, de 2008.
Mesmo recebendo cerca de 2,2 mil horas de luz do sol em quase todo o seu território, o chuveiro elétrico ainda prevalece no Brasil. No entanto, o quadro começa a mudar. Capitais como Porto Alegre e Curitiba já têm legislação aprovada para uso da luz solar.
A energia solar no mundo
O primeiro país a investir em políticas públicas de energia solar foi Israel, na década de 80. De lá para cá, a ideia borbulhou em nações europeias. Atualmente, Estados Unidos, China, Austrália e África do Sul investem fortemente na tecnologia.
O problema americano é a questão da água. Os desertos são os locais escolhidos para implatar os paineis, mas os sistemas de refrigeração usam água, um recurso pouco comum nessas regiões. Na China, fatores climáticos e tecnológicos (há muitos estudos chineses sobre esse assunto) foram levados em conta para que um investimento de US$ 850 milhões construa a maior usina de energia solar do mundo, até 2019, para gerar 2 mil megawatts. A organização da Copa do Mundo realizada na África do Sul, neste ano, utilizou painéis com energia solar para iluminação dos 20 estádios sede da competição, proporcionando uma grande redução energética.
Outra usina solar que terá parte de sua capacidade ativada já em 2010 é a da Austrália. Cerca de 45 mil pessoas terão energia 100% solar correndo nas fiações de suas casas.
Curiosidades
A energia solar está sendo motivo de brigas em condomínios dos Estados Unidos. Por motivos estéticos, as administrações de tais conjuntos residenciais querem proibir moradores de implantarem paineis solares em suas casas. Muitas disputas judiciais ocorreram, com ganho geralmente para o lado dos habitantes.
E a energia solar já influencia os cientistas espaciais norte-americanos. O diretor da Sociedade Planetária, Lois Friedman, afirma que velejar com propulsão da luz solar é a única tecnologia que poderá, algum dia, levar o homem às estrelas.






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