Arte que vem da garrafa

Artesanato e sustentabilidade podem fazer uma combinação incrível

Quando foi afastado do trabalho em uma loja de tintas devido a problemas na coluna, no ano de 2001, Bene Paulo pensou que não poderia ficar parado. Como sempre gostou de pintura e artes plásticas, cortou uma garrafa PET e começou a criar flores com o material.

Assim foi iniciado o trabalho do reconhecido artesão, que já fez moldes para mais de 208 tipos de plantas e flores, participou de mais de 35 de programas de TV, lançou revistas no Brasil e no exterior, recebeu prêmios da Câmara Brasileira de Cultura e até já ajudou a fazer o desfile de uma das mais tradicionais escolas de samba de São Paulo, a Vai-Vai, em 2007. “Ensinei toda a comunidade a fazer arranjos com garrafas PET e levar para a avenida, já que o enredo falava sobre isso.”, lembrou.

Com a impossibilidade de trabalhar, o morador de Santo André passou a desenvolver a técnica que chamou atenção pela beleza e pela questão ambiental. “No começo,  parecia apenas uma terapia, um artesanato bacana. Depois enxerguei que se tratava do reaproveitamento de um material que fica 300 anos ou mais destruindo o planeta. A minha terapia passou a ser uma de conscientização ambiental para os outros. Hoje em dia, eu faço pouco artesanato, estou mais falando sobre outras questões, como água, lixo,reciclagem, além de contextualizar sobre a origem das plantas que reproduzimos”, explicou Bene, que frequentemente é convidado para dar oficinas em Santo André e na capital paulista para grupos de todas as idades.

Na hora de fazer o artesanato com garrafas PET, a técnica do artista consiste em higienizar uma garrafa PET de 2 litros, essas de refrigerante, retirar o bocal e o fundo e esticar o material que restou, que “é como se fosse uma folha sulfite”. Ele faz recortes e cria certas folhagens e pétalas. “Mas na técnica do reaproveitamento, nada é desperdiçado. É possível usar o bocal e o fundo para fazer enfeites natalinos”, afirmou. Na sequência, as flores são pintadas com tintas à base de água, que não agridem o meio ambiente.

Segundo Bene, a rosa e a hortência são os tipos de flores que têm mais aceitação, tanto na produção, quanto na procura. Uma planta mais elaborada pode chegar ao custo de R$ 150. Os modelos mais em conta são vendidos por R$ 20. “Já recebi várias cartas de pessoas que melhoraram a renda por conta de trabalhos iniciados após o contato com minhas revistas, oficinas e programas de televisão”, disse. As revistas, vendidas a preços populares e distribuídas no Brasil e no exterior, têm moldes, mas Bene alega que eles não são essenciais. “O melhor é que a pessoa olhe a planta do lado da casa dela e faça o próprio molde. Eu não quero que ela reproduza, quero que ela crie coisas novas”, destacou.

Para definir seu trabalho, Bene diz que “a intenção é reaproveitar, transformar em algo teoricamente inútil em um objeto bonito de decoração. Fazer o lixo virar luxo”.

Acesse o site do artista clicando aqui!


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Comentários  

 
-1 #1 2012-08-17 16:07
Gostaria de ter todas suas revistas. Por favor aqui na banca de jornais são dificeis de encontrar, por favor gostaria de telas. Muito obrigado ja faço algumas coisas de pet mais gostaria de fazer mais coisas. Sem mais, obrigada.
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