Resinas: conheça diferentes tipos, composição e história milenar

Naturais ou sintéticas, essas substâncias são muito importantes e amplamente produzidas e utilizadas

oleos, terpenos, voláteis

Você já ouviu falar em resinas? Este assunto pode não ser muito conhecido ou abordado com frequência, e assim, provavelmente você se surpreenderá ao perceber que as resinas estão amplamente presentes tanto na natureza, de forma espontânea e inteligente, quanto na fabricação de diversos produtos consumidos no nosso dia a dia. Mas afinal, o que são as resinas e quais as suas utilidades?

A natureza constantemente é palco de grandes demonstrações de inteligência, ritmo, harmonia e sincronismo. A própria motivação que instiga a existência das resinas remete à vida sensível e ao instinto de sobrevivência que permeiam as plantas e a todos os seres. Elas são substâncias viscosas, produzidas, na maioria das vezes, por células especiais presentes no tronco de algumas espécies de árvores quando estas são expostas a distúrbios (galhos quebrados, picadas de insetos invasores e cortes ao longo de sua estrutura).

Essa substância ‘cobre’ a lesão no vegetal e, apesar de moldável num primeiro momento, se endurece quando em contato com o ar, oferecendo uma proteção eficiente com relação a perdas de substâncias vitais, patógenos e tantos outros riscos.

proteção, árvores

Essas resinas são basicamente compostas por terpenos e derivados, somados de alguns compostos orgânicos, em menor proporção, como óleos essenciais e ácidos carboxílicos - leia mais na matéria "O que são terpenos?".

Além desse mecanismo que proporciona proteção para as árvores, os componentes voláteis presentes nos terpenos, principal componente das resinas, também liberam um odor que atrai diferentes animais que se alimentam de insetos herbívoros. Ao fazer isso, esses animais impedem que as árvores sejam prejudicadas por insetos e patologias enquanto as resinas ainda não endureceram.

As principais características das resinas são: não serem solúveis em água, endurecerem quando em contato com o oxigênio (oxidam-se), não desempenham um papel direto nos processos fundamentais de manutenção da vida da planta e são tipicamente convertíveis em polímeros.

Além das resinas naturais explicadas brevemente acima, graças a uma extensa observação da natureza e dos avanços tecnológicos experimentados a partir de meados do século XIX, os seres humanos foram capazes de produzir resinas por meios sintéticos, através de reações químicas de compostos muitas vezes obtidos em fontes não renováveis. Mas, apesar dos impactos e perigos, esses materiais acabam cumprindo papéis importantes e sanando necessidades modernas que ainda permanecem sem outras alternativas mais sustentáveis.

História do uso

Não se sabe ao certo qual foi o momento exato em que nós, seres humanos, descobrimos as resinas e começamos a fazer uso delas, mas especula-se que isso já ocorra por milhares de anos.

Sabe-se que as resinas naturais foram muito utilizadas e altamente valorizadas em rituais religiosos na Grécia e na Roma antigas, e também no antigo Egito, especialmente as resinas conhecidas como incenso e mirra.

Já em relação ao comércio dessas substâncias, estima-se que o âmbar, na Europa, já era muito popular na idade da Pedra (3500 a.C.), enquanto a história da comercialização das resinas pode ser rastreada até pelo menos a idade do Bronze (1800 a.C.).

O âmbar é uma resina vegetal rígida fossilizada, originado principalmente de árvores coníferas, como os pinheiros. Porém diferentes fontes dão origem a esses fósseis e alguns foram datados de 40 mil anos até 310 milhões de anos. O início do comércio dessas substâncias teria ocorrido durante a idade da Pedra, ainda que o seu uso como ornamento e adereço já ocorresse há centenas de anos antes, ou até mais.

Além disso, muitos artefatos contendo âmbar foram encontrados ao redor do planeta (na China e na América Central, por exemplo). Aparentemente, diferentes culturas atribuíram ao âmbar grande importância religiosa, talvez pelos seus tons dourados e o pelo auxílio em proteger e preservar a vida das plantas.

Outro uso muito importante atribuído às resinas ao longo da história se refere ao seu uso no meio naval. Eram utilizadas em sua forma líquida, graças à ação impermeabilizante, em cordas e lonas e na estrutura de madeira. Agiam como um adesivo para ‘selar’, impermeabilizar e tornar as estruturas dos navios mais resistentes. Também foram muito utilizadas como componente de tintas e vernizes.

Porém, o uso excessivo de algumas espécies tende a levar ao desmatamento e um consequente desequilíbrio em determinados ecossistemas. Novas alternativas para produzir resinas se tornam necessárias e, nesse contexto, surgiram as primeiras resinas sintéticas.

A produção de resinas sintéticas é muito mais recente - a primeira delas é a resina fenólica. As resinas fenólicas apresentam grande importância, uma vez que são consideradas como o primeiro polímero termorrígido produzido sinteticamente para uso comercial. Em 1907 Leo Baekeland foi capaz de desenvolver uma resina fenólica em processo controlado, chamada de baquelite, (leia mais em "Entenda o que são as resinas fenólicas").

Ainda sim, muitas das resinas sintéticas produzidas atualmente são originárias de fontes não renováveis, em sua maioria provenientes do petróleo. Então melhores alternativas ainda são necessárias, de forma que o processo de produção dessas resinas possa ser realmente sustentável.

Tipos de resinas

Resinas naturais

Sabe-se que diferentes resinas são produzidas de maneira fantástica e natural no meio ambiente por diversas espécies de árvores, sementes, raízes e frutos, como as coníferas (pinheiros). Em poucos casos, como a goma-de-laca, também podem ser produzidas por insetos.

A seguir, estão listados alguns exemplos de resinas naturais conhecidas e utilizadas:

  • Âmbar;
  • Incenso;
  • Bálsamo do perú;
  • Resina de mamona;
  • Breu (Floresta Amazônica);
  • Copals sul-americanas;
  • Laca;
  • Goma-laca;
  • Mirra.

Resinas sintéticas

A seguir, estão listadas algumas das principais resinas sintéticas existentes no mercado.


Veja também:


 

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