Conheça os diversos benefícios e usos do sal do Himalaia

Saudável, o sal rosa do himalaia tem ganhado cada vez mais espaço nas cozinhas do mundo

Sal rosa do Himalaia

Já há algum tempo somos bombardeados com informações negativas a respeito da utilização do sal, que muitas vezes é chamado até de veneno. Quando consumido em excesso, pode causar diversas doenças, como hipertensão e problemas cardíacos, além de problemas como a retenção de líquidos, estrias, celulites, e também atrapalhar o ganho de massa muscular e a absorção de cálcio pelo organismo (interferindo no crescimento de crianças e adolescentes), para saber mais acesse a matéria "Sal de cozinha: com milhares de usos, nutriente essencial para o corpo também apresenta riscos".

Por isso a crescente busca por alternativas mais saudáveis como a utilização do sal do Himalaia. O sal rosa do Himalaia é considerado o mais antigo e puro dentre os sais e é rico em minerais como cálcio, magnésio, potássio, cobre e ferro, por conta disso seus cristais possuem coloração rosada e sabor suave. Esse sal não passa por nenhum tipo de processamento e tem quase metade do sódio do sal comum, 1 g de sal do Himalaia possui 230 mg de sódio.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que sejam consumidos de 5 gramas (g) a 6 g de sódio (presente no cloreto de sódio, o sal de cozinha) por dia. Enquanto isso, brasileiros consomem diariamente, em média, 12 g por dia, ou seja, o dobro do aconselhado! Muitas vezes, acabamos por consumir mais do que o necessário por nos esquecermos que muitos dos alimentos que consumimos já contêm o sódio em sua composição química (principalmente por ser um ótimo conservante). Quando nos alimentamos, cerca de 75% do sódio total já se encontrava presente no alimento, e ainda assim adicionamos uma pitadinha de sal aqui e outra ali. Mesmo na água engarrafada que compramos nos mercados e até as presentes nos galões possuem teores diferenciados de sódio.

Mas a visão de que o sal é apenas um vilão é um mito. Ele é essencial à nossa saúde e alimentação, atuando no equilíbrio da água de nosso corpo e na entrada e saída de nutrientes e de outras substâncias de nossas células, sendo indispensável para a nossa saúde e para o bom funcionamento do organismo. Além disso, o sódio também controla funções vitais, como os batimentos cardíacos, contrações musculares e transmissão de impulsos nervosos. Ainda há diversos distúrbios causados pela deficiência de iodo (que é adicionado ao sal de cozinha) no organismo. O iodo previne problemas como a surdez, o bócio, abortos prematuros e hipotireoidismo.

Como o sal de cozinha convencional, apesar de trazer benefícios, traz também malefícios consequentes, um modelo diferente (mas bem antigo) vem fazendo bastante sucesso nos últimos tempos: é o sal do Himalaia.

O sal do Himalaia

Por volta de 200 milhões de anos atrás, no Himalaia, o bater das ondas do mar nas montanhas gerou uma camada de sal cristalizado, que foi coberta por lava e assim permaneceu intocada e preservada, protegida de todos os poluentes vindos da superfície. Por esse motivo, acredita-se que o sal do Himalaia seja o sal de maior pureza encontrado no planeta.

O que o faz especial?

Bem, além dos 200 milhões de anos de preservação, o sal do Himalaia possui propriedades impressionantes.

De composição ampla, ele apresenta o número incrível de 84 minerais e elementos diferentes, o que confere a ele uma cor rosada. Alguns destes minerais são o cloreto de sódio, sulfato de cálcio, potássio e magnésio; todos encontrados e absorvidos facilmente pelo organismo.

O sal comum de cozinha tem a maioria de seus minerais retirados, restando apenas o cloreto e o sódio. Em seguida ele é branqueado e limpo com produtos químicos, para então ser aquecido a temperaturas elevadas. O iodo que é adicionado é, quase sempre, sintético. Além disso, o sal de cozinha é também tratado com agentes antiaglomerantes, o que muitas vezes faz com que nossos organismos não o absorvam corretamente, formando depósitos de sal nos órgãos.

Já o sal do Himalaia não sofre todo esse processo de refinamento. Ele é extraído e lavado manualmente, tornando-o ainda mais puro.

Há quem diga ainda que ele possui um poder maior de acentuar o sabor dos alimentos, e que ativa as papilas gustativas mais eficientemente que o sal de cozinha. Além disso, apesar de ser vendido por um custo muito mais elevado que o sal convencional, é necessária uma menor quantidade de sal do Himalaia para salgar a comida.

Benefícios surpreendentes

Além de possuir os mais de 80 minerais que, além de serem importantes ao organismo, são facilmente absorvidos por ele, os benefícios do sal do Himalaia brilham devido às suas outras propriedades positivas, de acordo com algumas fontes (veja mais aqui, aqui e aqui):

  • Contribui para a saúde vascular;
  • Auxilia em funções respiratórias;
  • Promove o equilíbrio do potencial hidrogeniônico (pH) no interior das células;
  • Reduz sinais de envelhecimento;
  • Promove padrões de sono saudável;
  • Prevenção de cãibras musculares;
  • Hidratação;
  • Fortalecimento dos tecidos ósseos;
  • Redução da pressão arterial;
  • Melhora a circulação;
  • Desintoxica o organismo de metais pesados.

Como usar?

Além dos benefícios citados anteriormente, ele é também vantajoso para quem necessita reduzir o consumo de sódio em sua dieta, pois um mesmo volume de sal de cozinha e de sal do Himalaia, quando comparados, apresentam porções diferentes de sódio em sua composição:

  • 1 colher de chá de sal de cozinha comum tem aproximadamente 1500 mg de sódio;
  • 1 colher de chá de sal do Himalaia tem aproximadamente 480 mg de sódio.

Onde comprar?

Ainda não é possível entrar em qualquer mercado e encontrar o sal do Himalaia, porém ele pode ser achado em algumas lojas físicas de produtos naturais ou ser comprado pela internet.

Devido ao fato do sal do Himalaia ser um produto importado, é preciso ficar atento à procedência e a como o produto é manipulado durante e após sua extração. Quando um produto é destinado ao consumo humano ou animal, uma série de cuidados devem ser tomados para que não ocorra a contaminação e para que este apresente os padrões de identidade e qualidade (PIQ) dispostos pelos órgãos oficiais do governo brasileiro.

Além disso, é necessário que a empresa apresente as licenças exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Caso o site da empresa não disponibilize essas informações para o público geral, peça por email ou acesse o site Imprensa Oficial; e se a empresa não apresentar as licenças, procure outro fornecedor que seja mais transparente com os consumidores.

Outros usos

Luminárias

O sal do Himalaia é também utilizado na fabricação de luminárias, que além de serem muito bonitas, ainda melhoram a qualidade de ambientes fechados.

São vendidas na forma de bulbos, com uma peça única do sal que envolve a lâmpada (como estas), ou de cestos contendo várias unidades menores de cristais de sal rosa, que ficam sobre a lâmpada (que você pode encontrar aqui).

As luminárias de sal do Himalaia (mais precisamente a combinação entre a luz e o sal do Himalaia) são ótimas geradoras de íons negativos, que são gerados na natureza por meio dos raios, quedas d’água e ondas marinhas, sendo esse um dos motivos para as pessoas geralmente se sentirem bem, renovadas e refrescadas depois de chover ou quando visitam a praia.

Ao passo que as luminárias geram íons negativos, aparelhos eletrônicos como computadores, televisores e micro-ondas geram íons positivos, contribuindo para o desenvolvimento de alergias e problemas de sono. Os íons negativos gerados pelas luminárias possuem a capacidade de neutralizar os íons positivos, ajudando a purificar o ar.

Além disso, o sal é uma substância higroscópica, ou seja, possui a propriedade de atrair água para sua superfície. Isso somado ao calor proveniente da lâmpada faz com que a água evapore rapidamente, mantendo a umidade do ambiente. Os íons negativos são gerados durante o processo de evaporação dessa água.

Banhos

Os banhos com cristais de sal do himalaia promovem o equilíbrio entre a acidez e a alcalinidade do organismo. Basta adicioná-lo à água morna em seu banho de banheira.

Muitas pessoas podem se beneficiar a partir da substituição do sal comum de cozinha pelo sal rosa do Himalaia, suprindo as necessidades do organismo de uma forma mais saudável.

Você pode verificar ainda 18 dicas para reduzir a ingestão de sódio clicando aqui. Além do sal do Himalaia e do sal de cozinha comum, há ainda diversos tipos para preparar alimentos, como o sal marinho, o sal negro e muitos outros; cada um com diferentes quantidades de minerais e diferentes propriedades, porém todos demandam ainda o consumo moderado.

Em princípio, não há contra-indicações ao uso do sal do Himalaia, porém, como mencionado, o consumo excessivo de qualquer alimento nunca é recomendado, e isso inclui o sal rosa. Portanto, bom senso e moderação são imprescindíveis!

Turismo

Localizada no Pasquistão, a mina Khewra, de onde se extrai o sal do Himalaia (sal rosa), é considerada a segunda maior mina do mundo, sendo um importante ponto turístico para quem visita o país.  Atualmente, a Khewra apresenta 18 andares com 40 km de tuneis, compostos por câmaras e iluminados com as lamparinas feitas a partir das pedras de sal extraídas. Anualmente, Khewra recebe em torno de 230 mil visitantes.

Além de possuir esculturas deslumbrantes, o ar dentro da mina Khewra ajuda na recuperação de pessoas que possuem problemas respiratórios, principalmente asma. O ar dentro da mina possui partículas de sal antibacterianos e um ambiente estéril, isso ajuda a limpar as passagens de ar nos pulmões daqueles que têm problemas respiratórios.

 

Como adquirir

Ficou interessado no sal do Himalaia? Então clique aqui e veja como comprar.


Veja também:


 

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