Com dupla função, torneira lava e seca as mãos na própria pia

Após lavar as mãos, o usuário pode, em apenas 14 segundos, secá-las sem precisar sair da pia

As torneiras são essenciais para que uma das práticas mais importantes da higiene pessoal se concretize: o ato de lavar as mãos, responsável por eliminar diversas bactérias e micro-organismos. Em banheiros públicos, já há modelos econômicos que regulam a saída de água. Para secar, o mais comum é o uso de papel, apesar de também haver secador de mãos. Em ambientes domésticos, costuma-se utilizar uma pequena toalha.

Tende a ser mais prático o emprego do secador de mãos ou do papel, mas o gasto de energia no primeiro e o dispêndio de árvores no segundo são questões controversas. Sem contar que a distância entre esses objetos e a torneira pode fazer com que gotas de água pinguem no chão, o que gera desconforto aos usuários e até risco de acidentes. A toalha no banheiro de casa, acaba sendo pouco higiênica por conter restos de pele e se sujar com facilidade.

Para evitar esses problemas e ainda reduzir o desperdício, um renomado profissional da engenharia de design e inovação, James Dyson, desenvolveu a Airblade Tap, uma torneira híbrida que, além de lavar as mãos, também as seca. Com isso, o usuário não tem a necessidade de se locomover até o secador. Basta mover as mãos para o lado para poder secá-las em apenas 14 segundos. Segundo o criador, a maioria dos secadores de mãos são anti-higiênicos porque não filtram as bactérias do ar do banheiro e ainda usam uma coluna de ar para evaporar a água das mãos lentamente, enquanto que a "torneira-secador" usa um filtro HEPA, que remove 99,97% das bactérias em 0,3 micrômetros do ar utilizado para secar as mãos. E esse ar em alta velocidade expelido pela torneira varre a água das mãos em vez de evaporar a mesma, evitando assim a contaminação.

Outra vantagem são os custos operacionais que, segundo James, são menores do que o dos secadores de mão tradicionais. Isso porque esses secadores custam em média US$ 1,4 mil por ano e o Airblade tap custaria US$ 48 dólares por ano. Sem contar que não haveria necessidade de reabastecimento de papel e, segundo James, considerando todo o processo de produção e uso, a sua inovação emite 69% a menos de gás carbônico do que o processo para a fabricação de tolhas de papel. Com relação aos secadores de mão, o número é ainda maior: 73%. Aproveite para ver os cálculos de quanto será economizado em termos de papel toalha e de secadores de mão, no caso da utilização da Airblade tap.

Essa nova invenção é composta por um filtro de ar HEPA, um Dyson digital motor V4, a torneira e os tubos de ar. Dependendo de onde estiverem as mãos, sensores infravermelhos vão determinar se o usuário procura umidade ou secura. E o segredo dessa eficiência está no motor, que usa um campo eletromagnético em vez de escovas de carvão para acelerar de zero a 100 mil rotações por minuto, em 0,7 segundos.

O problema para o produto emplacar no mercado é o alto custo. Enquanto os secadores de mão de varejo custam entre R$ 160 e R$ 250, o Airblade tap custa cerca de R$ 2,4 mil.

Para saber mais sobre o produto, visite o site oficial.

Confira o vídeo abaixo (em inglês) com o criador da "torneira-secador":

Imagens: Fast Company e Airblade

Veja também:
-Energia quando a torneira é aberta
-Twist: a chaleira sustentável


 

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