Empresa começa venda de ninhos de abelha para polinização

Em breve, ninhos da abelha nativa mamangava, do gênero Xylocopa, devem estar disponíveis para venda a produtores de maracujá

Imagem: Agência FAPESP

Como sabemos, o intenso uso de agrotóxicos na agricultura está acabando com as colônias de abelhas, e a flor do maracujazeiro, considerada autoestéril, ou seja, autoincompatível, necessita do pólen de outro maracujazeiro para frutificação, sendo então de fundamental importância a ação dos polinizadores para o sucesso da cultura.

Pensando nisso e com a mobilização em vários países para aumentar a presença dos polinizadores, a empresa Florilegus, de São Paulo, iniciou as atividades em 2013 com o objetivo de produzir e vender ninhos de abelhas mamangavas do gênero Xylocopa. “O Brasil, por exemplo, é um dos maiores produtores de maracujá e a presença das abelhas de grande porte, como as mamangavas, é essencial porque as flores não polinizadas não geram frutos. Essas abelhas estão cada vez mais escassas nos cultivos e existe uma demanda crescente pelos serviços de polinização”, disse a fundadora da empresa.

O desenvolvimento da tecnologia de criação das abelhas foi feito a partir de estudos relacionados aos seus aspectos reprodutivos, como a capacidade das fêmeas em gerar descendentes. Estão sendo estudados e testados também o armazenamento e o período de incubação de indivíduos imaturos com diferentes temperaturas, a fim de prever e manipular o surgimento das mamangavas, além de técnicas para multiplicar os ninhos e para o transporte e instalação dos mesmos nos cultivos.

Outro ponto também a ser ajustado ainda é a quantidade adequada de ninhos por área e período indicado de permanência. Sabe-se que as mamangavas desse gênero normalmente reutilizam seus ninhos antigos, permanecendo então nas áreas cultivadas com maracujá por várias gerações. Mas, para que isso aconteça, é necessário que as condições sejam favoráveis para sua sobrevivência, como a presença também de plantas que sejam fonte de proteínas (pólen), uma vez que as flores do maracujá lhes oferecem somente o néctar, sua fonte de energia.

Os produtores poderão adquirir ninhos contendo os insetos recém-emergidos, que poderão ser liberados nos cultivos em florescimento.

Além da Florilegus, outra empresa também está desenvolvendo uma tecnologia parecida, a Promip, de Campinas. A criação está sendo de abelhas nativas de uma espécie sem ferrão, conhecida como mandaguari e que podem polinizar culturas de morango, tomate, café, entre outras. O projeto está em sua última fase e as vendas dos ninhos devem começar em 2016.

Fonte: Revista Fapesp

Veja também:
-Sumiço das abelhas tem relação com pesticidas, diz estudo
-Desaparecimento das abelhas: conheça algumas ações individuais para amenizar o problema
-Pesquisadores desenvolvem "banco de esperma" para criar variedade mais resistente de abelha


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  • Imagem: Agência FAPESP

    Como sabemos, o intenso uso de agrotóxicos na agricultura está acabando com as colônias de abelhas, e a flor do maracujazeiro, considerada autoestéril, ou seja, autoincompatível, necessita do pólen de outro maracujazeiro para frutificação, sendo então de fundamental importância a ação dos polinizadores para o sucesso da cultura.

    Pensando nisso e com a mobilização em vários países para aumentar a presença dos polinizadores, a empresa Florilegus, de São Paulo, iniciou as atividades em 2013 com o objetivo de produzir e vender ninhos de abelhas mamangavas do gênero Xylocopa. “O Brasil, por exemplo, é um dos maiores produtores de maracujá e a presença das abelhas de grande porte, como as mamangavas, é essencial porque as flores não polinizadas não geram frutos. Essas abelhas estão cada vez mais escassas nos cultivos e existe uma demanda crescente pelos serviços de polinização”, disse a fundadora da empresa.

    O desenvolvimento da tecnologia de criação das abelhas foi feito a partir de estudos relacionados aos seus aspectos reprodutivos, como a capacidade das fêmeas em gerar descendentes. Estão sendo estudados e testados também o armazenamento e o período de incubação de indivíduos imaturos com diferentes temperaturas, a fim de prever e manipular o surgimento das mamangavas, além de técnicas para multiplicar os ninhos e para o transporte e instalação dos mesmos nos cultivos.

    Outro ponto também a ser ajustado ainda é a quantidade adequada de ninhos por área e período indicado de permanência. Sabe-se que as mamangavas desse gênero normalmente reutilizam seus ninhos antigos, permanecendo então nas áreas cultivadas com maracujá por várias gerações. Mas, para que isso aconteça, é necessário que as condições sejam favoráveis para sua sobrevivência, como a presença também de plantas que sejam fonte de proteínas (pólen), uma vez que as flores do maracujá lhes oferecem somente o néctar, sua fonte de energia.

    Os produtores poderão adquirir ninhos contendo os insetos recém-emergidos, que poderão ser liberados nos cultivos em florescimento.

    Além da Florilegus, outra empresa também está desenvolvendo uma tecnologia parecida, a Promip, de Campinas. A criação está sendo de abelhas nativas de uma espécie sem ferrão, conhecida como mandaguari e que podem polinizar culturas de morango, tomate, café, entre outras. O projeto está em sua última fase e as vendas dos ninhos devem começar em 2016.

    Fonte: Revista Fapesp

    Veja também:
    -Sumiço das abelhas tem relação com pesticidas, diz estudo
    -Desaparecimento das abelhas: conheça algumas ações individuais para amenizar o problema
    -Pesquisadores desenvolvem "banco de esperma" para criar variedade mais resistente de abelha

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