Técnica promete usar poluição atmosférica para produzir valiosos nanotubos de carbono

Pesquisadores acreditam que produção em larga escala do componente é possível

Fumaça branca saindo de chaminé industrial

Alquimistas tentaram por anos descobrir como transformar metais inferiores em ouro. Imagine, transformar uma moeda de cinquenta centavos em ouro? No caso, esses pesquisadores dos Estados Unidos estão chegando ao equivalente menos místico disso. Eles conseguiram aperfeiçoar um processo que transforma os componentes presentes na poluição do ar para fabricar nanotubos de carbono. Para quem não sabe, os nanotubos de carbono formam um bem tão valioso que sua quantidade é mais cara que o ouro.

Fortes e leves, nanotubos de carbono podem ser usados para construir bicicletas e aviões, armazenar energia e até limpar derramamentos de óleo. Eles são feitos para aumentar propriedades específicas de certos componentes. Além disso, eles possuem excelentes condutividade elétrica e dissipação de calor. São mais leves que o ar, mais fortes que o aço e mais flexíveis que a borracha.


Com a mistura certa de materiais e um pouco de eletricidade, pesquisadores da George Washington University foram capazes de sugar o dióxido de carbono do ar e transformá-lo em nanofibras de carbono. O método pode utilizar energia solar, portanto funciona como sequestro de carbono. Se as máquinas fossem espalhadas por uma área grande - 10% do tamanho do deserto do Saara - os cientistas calculam que seria possível remover carbono suficiente para retornar a atmosfera para níveis pré-industriais em até uma década.

O professor de química da George Washington University, Stuart Licht, se diz otimista. Ele acredita que a tecnologia é um meio viável para a remoção do dióxido de carbono (CO2), particularmente devido ao valor do produto da nanofibra de carbono.

A técnica pode ser usada eficientemente em localidades variadas - tanto em contato direto com o ar em ambientes externos, quanto utilizando gás com vapor e outras altas quantidades de dióxido de carbono em emissões de fumaça, como ocorre em usinas de carvão. Apesar disso, para Licht, usinas de energia seriam ideais para alocar a inovação.

Apesar de ter sido testado apenas em uma escala pequena, os pesquisadores acreditam que a produção industrial seria fácil. Em teoria, esse material tem potencial para substituir toda a infraestrutura das cidades, com rodovias, pontes e trens feitos a partir da poluição. Ao contrário de outros métodos de geoengenharia, essa técnica utiliza a própria poluição e pode torná-la valiosa, de modo que ela seja capaz de pagar por si mesma. Atualmente o mercado de nanotubos de carbono é relativamente pequeno devido ao alto custo de produção do produto.

Mesmo assim, é bom lembrar que se trata apenas de uma tecnologia que está começando a ser desenvolvida. A poluição atmosférica se mantém sendo muito danosa à saúde humana e ao meio ambiente e é essencial conhecer formas de evitar sua expansão (saiba mais aqui).

Confira o vídeo para descobrir as vantagens dos nanotubos de carbono.

Fonte: Fastcoexist

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