Belo Horizonte é eleita, pelo terceiro ano consecutivo, a capital brasileira mais próxima da economia de baixo carbono

A expectativa é melhorar a eficiência energética e reduzir o consumo em 20% até 2030

Imagem: Matthias Ripp / Flickr

Belo Horizonte e seus habitantes já podem comemorar. Pelo terceiro ano consecutivo, o júri internacional de especialistas do Desafio das Cidades elegeu a capital mineira como aquela mais próxima, no Brasil, de alcançar a economia de baixo carbono. Por esse motivo, foi agraciada com o título de Capital Nacional da Hora do Planeta e concorrerá ao posto de Capital Global com outras 19 cidades escolhidas como representantes de seus respectivos países. O resultado sairá em outubro, durante a Terceira Conferência da ONU sobre Moradia (Habitat III), em Quito, no Equador.

O Desafio, organizado pelo WWF em parceria com o ICLEI, pretende mostrar a importância dos municípios na luta contra as mudanças climáticas, além de reforçar o compromisso da Hora do Planeta, não apenas por uma hora, mas sim durante todo o ano. Nesse biênio 2015/2016 ele ganha ainda mais relevância, já que pela primeira vez os governos locais (cidades) foram reconhecidos como fundamentais no processo rumo a um futuro de clima mais ameno para o planeta. Isso aconteceu no texto final do Acordo de Paris, recentemente ratificado e aprovado por unanimidade em plenária das Nações Unidas.

A capital mineira, assim como as outras nove concorrentes brasileiras, reportou suas ações e metas de sustentabilidade na plataforma de Registro Climático Carbonn, gerido pelo ICLEI ao lado do C40 (grupo de Grandes Cidades para a Liderança Climática) e CGLU. Entre elas, está o amplo investimento em energia limpa, com ênfase para a energia solar - como no Mineirão, estádio da Copa do Mundo FIFA 2014 em que existe uma usina solar fotovoltaica em funcionamento.

“O WWF-Brasil parabeniza Belo Horizonte por, mais uma vez, mostrar que atua diretamente para alcançar uma economia de baixo carbono, principalmente com ações de eficiência energética. Mais do que isso, no entanto, temos a plena convicção de que o Desafio das Cidades é uma ferramenta importante de divulgação de bons exemplos, principalmente após o Acordo de Paris ter colocado em sua redação final a importância dos Governos Locais para o combate às mudanças climáticas. O próximo passo agora é compilar todas as informações recolhidas nos últimos três anos e entender como podemos auxiliar ainda mais cidades a diagnosticarem suas ações de adaptação e mitigação.”, disse Michel de Souza Rodrigues, especialistas em Políticas Públicas do WWF-Brasil.

Uma lei também determina que novas construções na cidade devem incorporar o uso de placas para captar a energia do sol. A expectativa é melhorar a eficiência energética e reduzir o consumo em 20% até 2030. BH caminha com passos sustentáveis em outras áreas, para além da energia. Em análise, o júri internacional pontuou que a cidade tem uma política de mudanças climáticas também com foco em transporte, adaptação e saneamento, com programa de compostagem, conversão de gás metano dos aterros em energia e gestão de resíduos por meio de três unidades de reciclagem e 32 locais de entrega.

No que diz respeito à água, Belo Horizonte tem programas para ampliar e melhorar a rede de esgotamento sanitário. Já entre os feedbacks enviados pelo júri para a capital mineira está a necessidade de desenvolvimento de um plano estratégico para reduzir as emissões de carbono nos transportes.

“É muito importante o título de Capital Nacional da Hora do Planeta como reconhecimento e visibilidade dos esforços de uma cidade frente às mudanças do clima. A busca pela construção de um ambiente com uma melhor qualidade de vida aos seus cidadãos, por meio de políticas de baixo carbono, é fundamental ao espaço urbano e este papel dos governos locais já foi reconhecido como fundamental no Acordo do Paris no ano passado. Assim, mais uma vez, Belo Horizonte demonstra que continua neste caminho, se destacando com a implementação de uma agenda integrada e com envolvimento de todos os setores da sociedade. Parabenizamos a capital mineira pelos esforços e por mais esta conquista!”, Pedro Roberto Jacobi, Presidente do Secretariado para América do Sul do ICLEI –  Governos Locais pela Sustentabilidade.

A campanha We Love Cities (Nós Amamos as Cidades) continua a todo vapor recebendo votos populares para indicar qual das três finalistas de cada país participante do Desafio deve receber o prêmio de cidade mais verde. No Brasil, Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro estão na disputa porque foram as finalistas eleitas pelo júri, com auditoria da Accenture. É possível deixar também dicas e sugestões para as prefeituras até o dia 26 de junho.

Fonte: WWF

Veja também:
-Agricultura de baixo carbono: como ela pode contribuir para conter o aquecimento global
-Dióxido de carbono: essencial por um lado, prejudicial por outro 


 

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